Debate

Tem homem irado com o comercial da Gillette. Mas eles não deveriam

por: Redação Hypeness

A campanha da Gillette colocando os homens no centro do debate sobre o machismo foi recebida de forma positiva por muita gente. Mas, assim como pessoas queimaram meias e tênis porque a Nike defendeu o Colin Kaepernick do racismo da NFL,  grupos de homens mundo afora vestiram bem a carapuça da masculinidade tóxica e iniciaram um movimento de repúdio.

Twitter, Facebook, Instagram, as redes sociais foram tomadas por fotos e vídeos dos homens jogando aparelhos e cremes de barbear da Gillette no lixo, na privada. Todos irados. Teve até um apresentador de TV, Piers Morgan, ex-CNN, acusando a empresa de querer faturar.

Homens, vamos refletir ao invés de boicotar?

“Estou cansado dessa guerra contra a masculinidade. E não estou sozinho. Com esse ódio patético aos homens, a propaganda da Gillette cortou a própria garganta”, escreveu Morgan em artigo no Daily Mail.  

Assim como colegas do sexo masculino, o jornalista não entendeu ou não percebeu o X da questão. O conceito de masculinidade, tóxica ou não, disseminado pela Gillette no comercial, é diagnosticado em reações violentas e infantis como a destes homens irritados.

A mesma lógica de boicote mantém Colin, vítima de racismo, fora da NFL

Não se trata especificamente de você, caro leitor. O conceito abrange um sentido que abarca uma linha de conduta de um grupo. Ou a gente vai negar a existência histórica do machismo?

Voltemos ao Piers, “a mensagem subliminar é clara: TODOS os homens são maus, embaraçosos, pessoas sem vergonha que precisam evoluir”.

Ao invés de esbravejar, promover um boicote, não seria interessante que estes homens adultos se atentassem ao centro da propaganda? Mirar nos exemplos positivos para curar chagas do machismo. Bingo!

Sim, a Gillette admite que a violência entre homens é um problema, mas caros machões irritados, a empresa passa em cerca de 90 segundos a mensagem de que é possível sim transformar. A culpa é do homem, mas o poder de transformação também está ao alcance do sexo masculino.

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Então, vale mais quebrar barbeadores que você supostamente ‘não precisa mais’ ou refletir sobre suas próprias atitudes? A turma do politicamente incorreto precisa aprender que o termo significa subversão. Eis a proposta do spot. Por mais estranho que pareça. Vamos subverter a lógica machista ao invés de cruzar os braços e dizer que o mundo tá chato?

Em tempo, o vídeo passou das 10 milhões de visualizações.

 

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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