Ciência

Thread no Tumblr discute porque deveríamos ter muita dó dos pugs

Vitor Paiva - 16/01/2019

Em um primeiro olhar, os pugs são simplesmente uma adorável raça de pequenos cachorros, com os olhos esbugalhados pedindo carinho e o diminuto corpo se balançando com graça enquanto a respiração acelerada dá a eles um aspecto ainda mais engraçado e charmoso. E eles de fato são adoráveis e charmosos, mas um usuário do Tumblr, porém, decidiu fazer uma exposição detalhada explicando a razão pela qual essa linhagem de cachorro é na realidade uma deformação da raça, que faz com que os animais sofram profundamente.

O post ataca o hábito de sugerir somente a fofura da raça, enquanto em verdade os pugs são mal formados por conta da procriação consanguínea. A respiração ofegante, que em outros cães servem para resfriar o corpo, nos pugs e suas narinas tão pequenas esse efeito praticamente não acontece.

À esquerda, o crânio de um pug; à direita, o crânio de um lobo, da onde vieram os cães

Essa dificuldade de respiração impede que o animal corra e brinque normalmente. A dificuldade de se exercitar pode os levar à obesidade.

E os problemas seguem: as mandíbulas desfiguradas fazem com que os dentes nasçam tortos, o formato do crânio traz uma série de graves problemas nos olhos, além de problemas na pele, nos quadris e articulações, problemas cerebrais e muito mais. A procriação consanguínea é tão extrema que pesquisas mostram que cada 10 mil animais da raça no Reino Unido reúnem o material genético de somente 50 indivíduos.

Por fim, lembrando que a doçura dos animais propriamente acaba aprisionada em um corpo doente pela ação humana, o usuário celebra os chamados Retro Pugs e Retro Mops – animais que se reproduzem fora da raça somente, mantendo o charme e o espírito mas resolvendo a maioria dos dilemas físicos da raça.

Exemplos de Retro Pugs

Com pernas mais longas e uma formação craniana adequada, são animais mais saudáveis e felizes, que vivem mais e com muito menos dor.

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© fotos: Tumblr/divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é mestre e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Publica artigos, ensaios e reportagens, é autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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