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Vale sofre ataque virtual e hackers expõem como empresa lida com acidentes

por: Redação Hypeness

Hackers invadiram o sistema da Vale e divulgaram documentos supostamente confidenciais. O conteúdo mostra como a mineradora lida com acidentes.

De acordo com o TechMundo, os arquivos guardam incidentes ocorridos entre 2017 e 2019, em áreas controladas pela Vale no Brasil, Canadá, Moçambique, Nova Caledônia e Indonésia.

Os documentos revelam como a Vale lida e categoriza acidentes ambientais e com funcionários. “Quando os empregados estavam no interior do ônibus, com a parada brusca do mesmo, veio a bater a boca na poltrona que estava na sua frente, apresentando cortes, diz o trecho de um.

A ação foi um protesto contra a empresa de minério

Segundo os hackers, a Vale divide os acidentes em diferentes categorias. “Acidente Pessoal”, “Acidente Material”, “Acidente Ambiental” e “Quase Acidente”. Existe também o grau de severidade, que variam entre “Severidade”, “Real” e “Potencial”.

Chama a atenção um vazamento de 500 litros de óleo no Rio de Janeiro, que ao invés de ser classificado como “Catastrófico”, foi listado como “Crítico”.

O vazamento aconteceu no Rio de Janeiro

O TechMundo afirma ter recebido mais de 40 mil arquivos em uma pasta de 500 MB. Os hackers justificam a invasão como forma de protesto ao modo como empresas do porte da Vale lidam com tragédias ambientais e humanas.

“Quanto vale uma vida? Para a Vale do Rio Doce uma vida é apenas um número, uma cifra, um ponto estatístico, um risco mensurável na reputação da marca. Achamos que teriam aprendido com experiências passadas, mas é simplesmente impossível que percebam valor de uma vida, se eu mato 65 pessoas sou retirado de circulação, se uma empresa do tamanho dela mata, recebem uma multa e continuam operando normalmente. Uma multa! Não é a toa que assim a vida também tenha um preço. Eu e você todos temos um preço nessa tabela, é questão de tempo para sermos os próximos, assim que isso for rentável. Não iremos ficar quietos, lutaremos contra a estupidez com a informação. Quanto vale a vida? A vida vale mais do que a vale”.

A Vale diz que os documentos eram públicos

Em nota, a Vale afirmou que “não houve falha técnica no site Sharepoint ou invasão de seu ambiente de TI” e que “as informações contidas nos documentos são registros e tratativas dos incidentes e quase acidentes de segurança. Esse registro é obrigatório na Vale e faz parte do nosso sistema de Gestão de Saúde e Segurança e Meio Ambiente”.

A companhia ressalta que os documentos não eram sigilosos. “Os arquivos de uso interno que foram atribuídos a um vazamento, na verdade, estavam disponíveis em área pública do nosso site vale.com”.

Contudo, o local onde os 40 mil arquivos podem ser acessados não foi divulgado e o conteúdo hackeado apresenta selos de confidencialidade.

Não é o que está escrito aqui…

O rompimento da barreira do Córrego do Feijão, em Brumadinho, matou 99 pessoas até o momento e 259 estão desaparecidas. A barragem era controlada pela Vale e despejou milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos na cidade mineira.

 

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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