Inspiração

5 mulheres fora do tempo que deveriam ter suas vidas representadas em filmes

por: Gabriela Glette

Se você gosta de cinema e, sobretudo de filmes biográficos, saiba que tem muita história que precisa ser contada por aí. O universo da sétima arte é um dos ambientes mais machistas que existe, por isso acabam deixando as mulheres de lado – não somente na direção dos filmes, mas principalmente na maneira em como elas são representadas. São poucos os bons filmes que colocam a figura feminina em posição de destaque, evidenciando sua força e não sua beleza e sensualidade. Por isso, fizemos uma lista de 5 mulherões da porra que merecem ter suas vidas contadas na tela do cinema. Mulheres que viveram fora do tempo e da caixa e abriram caminho para muita gente, porém acabaram sendo esquecidas. O motivo, a gente já sabe:

1. Princesa Amélie Rives Chanler Troubetzkoy

Amélie Rives 3

Escritora americana que escreveu um romance erótico em 1888. Talentosa e ousada, seu livro vendeu mais de 300 mil cópias! Na época, ela foi obrigada a casar com o milionário Archie Astor, homem que ela não estava nem um pouco interessada. Nem precisamos dizer que o casamento foi um total fracasso, não? Entre suas excentricidades, Amélie costumava usar ópio e morfina para induzir a criatividade. Depois de se ver livre do fracassado casamento, Oscar Wilde a apresentou para o príncipe Pierre Troubetzkoy, com quem ela casou. Depois do casamento, a escritora mudou-se para Paris e tornou-se pintora, porém não deixando nunca de chocar a sociedade. Um de seus quadros mais famosos é seu auto retrato nu.

Amélie Rives 2

2. Madame C. J. Walker

Madame C. J. Walker 2

A norte americana morreu em 1919, no auge da segregação racial nos Estados Unidos e na época já era considerada a mulher negra mais rica do país. Construiu um império, literalmente, ‘com as próprias mãos’, já que começou trabalhando nos campos de algodão do sul; depois passou a ser cozinheira e, anos depois começou um pequeno negócio na fabricação de produtos para cabelo, até que, finalmente, construiu sua própria fábrica. Walker e sua empresa empregavam quase 20 mil mulheres, já que ela era mãe solteira, fazendo questão de oferecer liberdade às mulheres. Ela, que foi a primeira mulher de sua família a nascer em liberdade, mais tarde tornou-se filantropa, ativista política e patrona das artes.

Madame C. J. Walker 1

3. Susie Keef Smith e Lula Mae Graves

susie e lula 1

Consideradas como as ‘Thelma e Louise’ da vida real, as duas jovens eram primas e viajaram boa parte dos Estados Unidos de burro, a pé e em um Ford. Decididas a saírem de casa para fugir da família conturbada, levavam poucos pertences, entre eles um revólver e uma câmera fotográfica. Suas fotos mostram um país completamente diferente do qual conhecemos hoje e, por pouco não foram perdidas para sempre. Anos depois, um arqueólogo encontrou todos esses registros em uma lixeira, restaurou e os transformou em um livro de fotografia que conta a história de fotógrafos de documentários autodidatas dos anos 1920 e 1930.

susie e lula 2

4. Alice Denham

Alice Denham 1

Mais uma mulher muito à frente de seu tempo, Alice era escritora, atriz e apresentadora, na boêmia Nova Iorque da década de 1950. Uma de suas citações mais famosas explica como essa mulher era livre pra falar e fazer o que bem entendia em uma época em que era difícil (mais do que hoje!) ser mulher: Manhattan era um rio de homens passando pela minha porta e, quando eu estava com sede, bebi.”. Em seu livro de memórias, ela compartilha um pouco de suas aventuras nas boates e salões literários da cidade que nunca dorme. Entre suas maiores conquistas estão ninguém menos do que James Dean, James Joyce, Philip Roth e Hugh Hefner.

Alice Denhan 2

5. Bessie Coleman

Bessie Coleman 1

Ela foi ‘apenas’ a primeira negra americana a ter licença para pilotar, inclusive, internacionalmente. Nascida em 1892, ela  trabalhou nos campos de algodão quando era uma menina, mas apesar das barreiras óbvias na época, desenvolveu um interesse por voar aos 20 anos. Na época, escolas de aviação americanas não admitiam mulheres ou afro-americanos, então ela começou a economizar dinheiro para obter sua licença de piloto no exterior. Em 1920, ela viajou à Paris e aprendeu a pilotar em um Nieuport 82, mas em 1926, quando testava sua nova aeronave foi jogada do avião a 2000 pés, morrendo instantaneamente quando ela caiu no chão, quando tinha apenas 34 anos.

Bessie Coleman 2

 

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Fotos: reprodução Messy Nessy Chic


Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

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