Debate

Dirigente do Corinthians compara mulher com Aids à Arena

por: Redação Hypeness

O diretor de marketing do Corinthians tentou, sem sucesso, ser engraçado. Luis Paulo Rosenberg comparou as dificuldades para a venda dos direitos do nome do estádio do clube com uma mulher com Aids.

“O apelo da marca Corinthians é tão grande que temos quatro grandes grupos interessados em vir. É mais ou menos. Eles se sentem na situação de estar vendo a esposa perfeita, com dotes culinários, formada com MBA no exterior, uma mãe de filhos maravilhosos, mas parece que tem um teste de Aids (sic) positivo. Como é que eu encaixo a camisinha é o grande desafio”, disse, pasmem, Rosenberg à ESPN Brasil.

Repercutiu mal. Machismo e preconceito. O diretor de marketing do clube com a segunda maior torcida do Brasil foi criticado pela tentativa frustrada de causar furor. Conselheiros do Corinthians enviaram uma carta ao presidente do timão, Andrés Sanchez, pedindo o afastamento de Rosenberg.

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Machismo e preconceito: TEMOS

Pressionado, o cartola pediu desculpas. Disse em nota “sentir muito” e que falou de “maneira espontânea e impensada”. Confira a íntegra.

“O diretor de marketing do Sport Club Corinthians Paulista, Luis Paulo Rosenberg, vem por meio desta pedir desculpas públicas a todas e todos que se sentiram ofendidos com sua infeliz menção às mulheres portadoras do vírus HIV. Errei, foi uma comparação infeliz, anacrônica e que não condiz com a minha prática à frente do clube sempre incentivando mais e mais a presença e participação feminina no futebol. Lamento profundamente por aqueles que de maneira direta ou indireta foram atingidos pela repercussão de uma analogia infeliz, feita durante um programa ao vivo de maneira espontânea e impensada. Sinto muito!”.

Aids, machismo e religião: semana infeliz

Luis Paulo Rosenberg já havia sido criticado no início da semana por causa do lançamento de uma campanha publicitária do Corinthians. A ação batizada de ‘Corinthianismo’ fez alusão ao espírito religioso com o qual a torcida alvinegra se relaciona com o time.

Não pegou bem. Sobretudo pelas comparações com o momento em que, segundo o Cristianismo, Jesus Cristo foi crucificado. Rosenberg negou que a intenção fosse brincar com religiões.

“Eu não estou brincando com Jesus. Pelo amor de Deus. Se tem algum papel entre a campanha e a religião é de estimular a religiosidade, de trazer de volta como se constrói uma religião”, finalizou.

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Foto: Agência Corinthians


Redação Hypeness
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