Fotografia

Ela criou uma série de retratos para desafiar o conceito de masculinidade tóxica

por: Redação Hypeness

Mulheres não são as únicas vítimas do machismo (embora sejam sim as principais). Para os homens, crescer com um estereótipo de masculinidade tóxica também pode ser avassalador.

A fotógrafa ítalo-britânica Jessica Amity quis desafiar esses conceitos ao clicar homens que não tem problemas em mostrar seu lado mais frágil e desafiam os clichês. Seu projeto “To Be A Man” mostra que ser homem pode significar muitas coisas.

Denon, Nepal. “Para mim é ok mostrar minhas emoções e chorar”

Essas qualidades são socialmente impostas aos homens desde as primeiras etapas da vida e nossa cultura nem sempre permite que expressem suas lutas internas sem julgamento. Portanto, os meninos crescem com a pressão para incorporar o que a sociedade acredita ser ‘normal’. Dito isso, o fracasso em abraçar essas qualidades ‘viris’ muitas vezes traz consequências severas, não apenas para os homens, mas para os que os rodeiam. Por exemplo, pode ter um impacto negativo na sua própria saúde mental, possivelmente levando à depressão, abuso de substâncias e suicídio, bem como agressividade, objetificação e violência para com as mulheres e outros homens, sentimentos homofóbicos e transfóbicos e assim por diante“, lembra a fotógrafa em seu site.

Sushrut, Nepal. “Para mim é normal usar maquiagem”

Ela convidou homens diversos para posar para suas lentes, refletindo sobre o que a masculinidade representa para eles e como desafiam estes padrões. Os fotografados vêm de diversas partes do mundo, como França, Nepal, Bélgica, Brasil e muitos outros lugares, mostrando o como este tipo de pressão é vivido em maior ou menor grau por todos.

Eu queria criar um coletivo diversificado de homens que acreditem que é certo possuir e expressar as qualidades e características que lhes dizem que não deveriam“, diz Jessica na apresentação do projeto.

É homão da p*rra que chama? 

Nils, França. “Para mim é normal usar rosa

Max, Nepal. “Para mim é normal ser feminino”

Peter, EUA. “Para mim é normal ser quem eu sou, com verrugas e tudo. Figurativamente, é claro (não sei nada sobre dermatologia)”

Geoff, Canadá. “Para mim é normal chorar. Eu sou um chorão”

Caspar, Holanda. “Para mim é normal ser inseguro”

Sam, Austrália/Reino Unido. “Para mim, não há problema em reconhecer o papel que os homens desempenharam no estabelecimento do sistema que não valoriza as mulheres tanto quanto os homens, e a responsabilidade que os homens têm de mudar essa realidade.”

Sonam, Tibet. “Para mim não há problema em desconsiderar e denunciar algumas das minhas tradições e valores culturais se eles estão enraizados em ideologias sexistas e preconceitos.”

Arnaud, Bélgica. “Para mim não há problemas em pedir indicações”

Naryan, Irlanda do Norte/Nepal. “Para mim está tudo bem em ser vulnerável”

Yanik, Nepal. “Para mim não há problemas em ser um marido ‘do lar'”

Jason, Bélgica. “Para mim não há problemas em não comparar as diferenças entre homens e mulheres. Somos todos humanos e é só isso que importa”

Fábio, Brasil. “Eu não vejo problemas em ser um homem que não tem medo de mostrar seu lado emotivo”

Zach, EUA. “Para mim não há problemas em ser a pessoa que fica dentro da conchinha na hora de dormir”

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Fotos: Jessica Amity


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