Inovação

Estádios podem arruinar cidades (sabemos bem) mas também podem salvá-las; entenda

por: Redação Hypeness

Estádios podem se tornar estruturas obsoletas em uma cidade e transformar negativamente a paisagem, como aconteceu com muitas das arenas construídas para a Copa do Mundo FIFA 2014. Entretanto, eles também podem ser adições positivas ao entorno urbano, justamente como ocorre com o Coliseu, em Roma.

Em um artigo escrito para o The ConversationAlessandro Melis, professor na área de cidades sustentáveis da University of Portsmouth, mostra como isso é possível nos dias de hoje.

De acordo com Alessandro, arquitetos e engenheiros pelo mundo já estão repensando as funções atuais dos estádios para que eles deixem de ser usados apenas como um ponto de encontro dos amantes de esportes. “Há uma tendência crescente para que os estádios sejam equipados com espaços públicos e serviços que tenham uma função além do esporte, como hotéis, lojas, centros de conferência, restaurantes e bares, parques infantis e espaços verdes“, destaca. Ao criar estes espaços de uso misto, estimula-se um uso eficiente da área.

Um exemplo neste sentido é o estádio de Wembley no Reino Unido. Com um alto investimento, as obras de renovação incluíram melhorias nas estradas e vias de pedestres. Em uma área de 50 acres ao redor do estádio serão feitos investimentos que incluem ainda lojas, bares, restaurantes, escritórios, um hotel e diversos espaços públicos.

Taiwan’s Kaohsiung National Stadium. Foto: Divulgação

Os estádios também podem ser usados como estações de energia. Eles “são ideais para esses propósitos, porque suas copas têm uma grande área de superfície para a instalação de painéis fotovoltaicos, e sobem alto o suficiente (mais de 40 metros) para fazer uso de micro turbinas eólicas“, destaca o pesquisador.

Taiwan’s Kaohsiung National Stadium. Foto: Divulgação

Inaugurado em 2009, o Taiwan’s Kaohsiung National Stadium possui quase 9 mil paineis fotovoltaicos e produz 1,14GWh todos os anos. Isso reduz a produção anual de dióxido de carbono em 660 toneladas e abastece até 80% da área ao redor quando não está em uso.

Quem diria que um estádio poderia, na verdade, reduzir as emissões de CO²?

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