Debate

Homem que fotografar por baixo da saia terá prisão de 2 anos no Reino Unido

por: Vitor Paiva

Passou a ser considerado finalmente criminoso no Reino Unido o gesto de fotografar sem consentimento as pernas e partes do corpo da mulher sob sua saia. A prática, conhecida como upskirting, pode levar o criminoso a dois anos de prisão e, em casos mais graves, passar a ter seu nome incluído em uma lista pública de criminosos sexuais. O upskirting é normalmente cometido em lugares públicos, como supermercados, ônibus, trens e shows, contando com a desatenção da vítima e utilizando smartphones para realizar a foto.

A invasão não estava tipificada como crime, e a nova Lei do Voyeurismo de 2019 surge justamente para cobrir os hiatos deixados pela Lei do Escândalo Contra a Decência Pública e a Lei dos Delitos Contra a Liberdade Sexual, anteriores. Antes da nova lei os atos de voyeurismo exigiam testemunhas para serem anotados como crimes, o que, pela própria natureza do upskirting, era especialmente difícil.

A causa pela criminalização de tal prática começou pela denúncia de uma vítima, que levantou mais de 50 mil assinaturas depois de não conseguir denunciar seus invasores. O parlamentar conservador Sir Christopher Chope vinha embarreirando sozinho a nova legislação, e foi preciso que a própria primeira-ministra Theresa May viesse a público manifestando sua decepção, e definindo o upskirting como “uma horrorosa invasão da intimidade que degrada e angustia as vítimas”. A nova passa a valer na Inglaterra e no País de Gales, pois na Escócia a prática já é considerada crime há anos.

Publicidade

© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
63% dos lares chefiados por mulheres negras está abaixo da linha da pobreza