Entrevista Hypeness

KondZilla promete levar funk e jovens da periferia para a publicidade: ‘É a minha dedicação’

por: Rafael Oliver

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Nascido em uma favela do litoral de São Paulo, Konrad Dantas – o Kond, consolidou sua carreira como produtor e diretor. É conhecido mundialmente por ser fundador do canal KondZilla, maior canal brasileiro do YouTube, que possui mais de 22 bilhões de views e 46 milhões de inscritos, ocupando a quarta posição mundial na plataforma. O maior expoente no mercado da música agora dá o pontapé para um projeto publicitário junto de uma marca brasileira de vodka. 

Não é de agora que Kond se aventura em novas áreas. Após o sucesso no mercado da música digital, começou a expandir os negócios.  Administra carreira de artistas, lançou marca de roupa, a KondZilla Wear, que espelha a cultura periférica, criou um portal de conteúdo  jovem e até dirigiu uma série para Netflix, que estreia esse ano. 

Hoje ele anuncia sua mais nova parceria: a partir de fevereiro de 2019, assume como diretor criativo da marca de vodka Orloff. Será responsável por liderar as ações criativas da marca, combinando sua conexão genuína com símbolos da cultura brasileira.

Em conversa com o Hypeness, contou um pouco dessa parceria.

Hypeness – Como está encarando esse novo desafio?

Kondzilla – Espero atender a expectativa do público e também da marca. Como diretor criativo vou participar das decisões criativas, serei responsável pela comunicação. Vamos fazer um trabalho pra conectar com o público que já consome a marca e apresentar para um novo público, porque a gente sabe que vodka é uma das bebidas mais consumidas no Brasil.

Você impulsionou o funk dentro do universo da cultura popular. Vai utilizá-lo como ferramenta novamente nesse novo trabalho?

Vou utilizar a música. Hoje vivemos um momento da música urbana e o funk é um dos gêneros que fazem parte. Assim como o reggaeton, kuduro, hip hop, gêneros que vêm de outras regiões.

Você sempre se comunicou com o público jovem da periferia. Esse continua sendo seu foco?

Sim, essa é a minha dedicação. Mas é curioso falar sobre o jovem. Quem é jovem? O jovem é qualquer pessoa que se acha jovem. Alguns são jovens a mais tempo que outras pessoas. 

Você começou do zero, enfrentou dificuldades e tinha pouco recurso no início da carreira. Isso faz com que sua história inspire as pessoas?

Não posso afirmar isso, mas posso dizer que muita gente manda mensagens dizendo que fui umas inspiração. Acho que faço um bom trabalho para esse público. Posso afirma que faço um trabalho com muito carinho e dedicação pra fazer um entrega legítima. 

Como encara o machismo dentro da cultura funk? Há uma tendência para que isso diminua? 

O machismo tá na sociedade, ele também reflete nos gêneros musicais. De alguns anos pra cá, isso tem se transformado. Já houve uma mudança. A gente faz parte dessa mudança. Nós não veiculamos músicas com palavrão, mulheres de biquini. Nem armas. Hoje temos artistas que fazem músicas românticas, que exaltam a mulher. Existe essa transformação.

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Divulgação


Rafael Oliver
Publicitário de formação, com passagens por grandes agências, também atua por vocação na área da comédia. É redator, roteirista e humorista . Encontrou em San Diego, na Califórnia, seu segundo lar. Está sempre por lá. Vive uma busca incessante por novas experiências. E está longe de parar.

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