Ciência

Maioria nas universidades, mulheres quase nunca coordenam estudos científicos

12 • 02 • 2019 às 09:15
Atualizada em 18 • 02 • 2019 às 11:25
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Há quatro anos a ONU estabeleceu 11 de fevereiro como o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência – e, ainda que existem motivos para serem celebrados, para as mulheres na ciência ainda são imensos os desafios pela frente. Ainda que sejam maioria dentro das universidades, são os homens que lideram em total de pesquisadores, patentes registradas e colaborações internacionais.

O preconceito e o ambiente hostil e machista dentro dos laboratórios e da própria academia cria um sintoma ainda mais grave e claro para a trajetória feminina na ciência: o percentual de mulheres diminui conforme o progresso na carreira. Se no campo das Humanas e Biologia as mulheres representam 40% do contingente, nas Exatas, como matemática, engenharia e física, elas são somente 25%. Apesar de serem maioria entre os estudantes (57%), o corpo docente das universidades é formado em 54% por homens, que recebem 64% das bolsas de pesquisa no Brasil.

Uma boa notícia é que, ao lado de Portugal, o Brasil é o país com maior equidade de gênero dentro da ciência no mundo. Ainda assim e para ajudar ainda mais esse processo fundamental de igualdade, o site Mulheres na Ciência merece a visita: o espaço reúne e comenta artigos científicos sob o olhar da mulher.

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