Debate

O desrespeito do presidente da Vale aos mortos na tragédia de Brumadinho

por: Redação Hypeness

“A Vale é joia brasileira que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu numa de suas barragens por maior que tenha sido a sua tragédia”.

Fabio Schvartsman, diretor-presidente da Vale, responsável pelo crime ambiental de Brumadinho, um dos dez maiores do mundo nos últimos 30 anos – e no qual morreram pelo menos 166 pessoas.

Em depoimento feito diante do Parlamento na última quinta-feira (14), o primeiro desde o desastre de 25 de janeiro, o CEO referiu-se ao episódio como “acidente” e reafirmou que nenhum laudo da empresa indicava perigo de rompimento de barragem.

Entretanto, como informa o UOL, documentos internos da Vale obtidos pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) indicam o oposto: na verdade, a represa da mina de Córrego do Feijão fazia parte de um conjunto de dez outras que apresentavam maior propensão a rompimento, encontravam-se em “zona de atenção” e indicavam também a Vale já havia estimado quantas pessoas poderiam morrer e custos (US$ 1,5 bilhão, ou aproximadamente R$ 5,6 bilhões) em caso de rompimento.

 

Militares israelenses em missão de resgate de vítimas em Brumadinho em 28/1

Ainda assim, segundo a reportagem de Leandro Prazeres, de Brasília, Schvartsman afirmou no depoimento que a gigante do setor de mineração atuou dentro da legalidade e com base em laudos técnicos de estabilidade feitos por empresas em prestação de serviço à Vale.

Além disso, o CEO afirmou que eles continuam sem saber o motivo pelo qual o rompimento aconteceu, uma vez que as informações em posse da companhia não “demonstraram que não havia qualquer perigo iminente”. “Consequentemente não havia nenhuma razão de alarme ou de preocupação por parte da gestão da companhia”, disse.

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Agência Brasil


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