Ciência

Organismo feminino barra os espermatozóides frágeis, aponta estudo

18 • 02 • 2019 às 14:39
Atualizada em 19 • 02 • 2019 às 10:40
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Jornalista, escritor e músico, Vitor Paiva é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade.

Se você se sente um vencedor simplesmente por ter nascido e estar vivo, saiba que essa pode ser uma assunção cientificamente verdadeira: uma pesquisa realizada por químicos da Universidade de Cornell, nos EUA, concluiu que o sistema reprodutivo feminino funciona de tal forma a impedir que espermatozoides considerados “fracos” alcancem o óvulo. O experimento utilizou modelos em menor escala e simulações em computador para observar o funcionamento do organismo das mulheres em tais casos.

Representação do sistema reprodutivo feminino

Os testes foram realizados com espermas de homens e touros, e o resultado mostrou que as amostras mais fortes estavam mais sujeitas a atravessar pontos ditos “apertados” na corrida até o óvulo, enquanto os mais fracos acabaram para trás no trajeto. Evitar os mais fracos e selecionar os espermatozoides com mais mobilidade, segundo os cientistas da Cornell, é o propósito de tais restrições e pontos “apertados”, conhecidos como “estenoses”.

Trata-se, afinal, de uma competição extrema: nos mamíferos em geral tal corrida começa com cerca de 60 milhões de “concorrentes”, para que um possa se fundir com um óvulo. Esses estreitamentos no sistema reprodutor feminino, como a restrita abertura do útero para as trompas de falópio, funcionariam, portanto, como “provas” de obstáculos, para separar a qualidade dos espermatozoides e, só assim, decretar o vencedor: você.

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