Debate

Por que brasileiros nascem mais entre março e maio

por: Kauê Vieira

Que mês você nasceu? Existem grandes chances de ser entre março e maio. A razão é intrigante e tira o sono de cientistas. Nas últimas duas décadas, 840 mil pessoas a mais nasceram em março em comparação com dezembro.

Entre 1997 e 2017, houve 17% mais nascimentos no período. O aumento do fluxo de partos acontece nove meses depois do inverno. Desde o início da medição histórica na década de 1990, existe a repetição do padrão de alta.

A BBC Brasil fez o levantamento com base no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. Embora seja curioso, o fato é comum em outros países do mundo. Porém, a situação no Brasil espanta pela robustez dos números.

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“Na maioria dos Estados americanos, nós vemos uma diferença de 6% a 8% entre o mês de pico (com maior número de nascimentos) e o mês de vale (com menor número), comparado com os cerca de 20% que vocês têm”, diz a professora Micaela Elvira Martinez, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia.

Existem algumas hipóteses para a compreensão do comportamento dos brasileiros. A primeira, o aumento da frequência de relações sexuais no inverno. A segunda, abstinência de sexo por causa de questões religiosas no período da quaresma. O frio pode ser o principal fator, pois a fertilidade humana aumenta ou diminui de acordo com questões climáticas.

Apenas na região Norte os nascimentos são distribuídos ao longo do ano. Os picos se acomodam em setembro e março. Em 20 anos, a diferença entre o número de nascidos em março e dezembro foi de apenas 5% na região – bem abaixo da média nacional, de 17%.

A Bahia tem a sazonalidade mais forte, com 26% mais nascimentos em março do que em dezembro.

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Foto: Reprodução


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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