Seleção Hypeness

Redação recomenda #2: 15 dicas supimpas pra não sucumbir à onda de lama

por: Redação Hypeness

Janeiro foi daqueles meses longos que parecem não ter fim. A política brasileira tremeu, a terra convulsionou e a ganância derramou (mais uma vez) um mar de lama sobre todos nós. Assistimos ao novo governo, já no seu primeiro mês no poder, começando a colecionar gafes e envolvimento com montantes de dinheiro inexplicáveis, tivemos que dar adeus a Jean Wyllys (essa doeu) e testemunhamos incrédulos mais uma tragédia ambiental criminosa assinada pela privatizada Vale do Rio Doce e por diversas gestões políticas.

Pra completar o cenário, ondas de calor e massas de ar seco resultaram num verão sem precedentes no Brasil, em especial na regiões Sul e Sudeste, que vêm experimentando temperaturas quase 5ºC acima da média para o período. Na Austrália, animais silvestres estão morrendo ou tentando se refugiar em casas e áreas urbanas por conta de temperaturas que chegam a 50ºC. Enquanto isso, nos Estados Unidos, ondas de frio e nevascas podem derrubar os termômetros até – 50ºC, mais frio que no Everest e na Antártida. Claro que Donald Trump aproveitou a situação extrema pra negar o aquecimento global, como de costume. =/

Se não está fácil para o planeta, com todo seu tamanho e imponência, que dirá pra nós, pontinhos no globo, tão inconscientes do nosso paradoxo de impacto e insignificância. Mas a boa notícia é que janeiro acabou, fevereiro está batendo na porta e trazendo com ele os primeiros gritos eufóricos de “É carnaval!”. Mas como nem só de folia se faz um bote pra navegar o mar de lama, trouxemos aqui algumas diquinhas cremosas que ajudaram cada um de nós a atravessar esse mês abafado. Vem com a gente e ‘dá-lhe viver’ que ainda é de graça!

Clara Caldeira – Head de Conteúdo

1. Projeto Humanos – O Caso Evandro

Eu ando bem apaixonada por podcasts e especialistas já cravaram que 2019 vai ser o ano da (re)explosão desse formato na internet. Mas a minha primeira dica esse mês é um podcast diferente de tudo que eu já tinha ouvido: a quarta temporada do Projeto Humanos, O Caso Evandro.

Projeto Humanos trabalha o storytelling, técnica popularmente utilizada em podcasts dos EUA, mas ainda pouco explorada no Brasil. É como se fosse um documentário em formato de áudio e distribuído na internet. O Caso Evandro conta um caso criminal ocorrido em Guaratuba, no litoral do Paraná, em 1992, repleto de mistérios que vão de assassinatos a intrigas políticas e sacrifícios religiosos. O podcast é um trabalho documental primoroso que reúne áudios de julgamentos, trechos de livros, jornais e documentos da época, além de diversas entrevistas.

A história do desaparecimento do garotinho Evandro Ramos Caetano, de 7 anos, prende do início ao fim, com uma trama (REAL) de arrepiar até o último fio de cabelo e uma trilha sonora (ora macabra, ora noventista) brilhante que vai deixar os millennials sofrendo de nostalgia. O Caso Evandro já tem a primeira parte (dividida em 6 episódios) publicada desde outubro de 2018 e a segunda parte deve ser lançada ainda em fevereiro. Recomendo com todas as minhas células esse diamante da podosfera, lapidado por ninguém menos que Ivan Mizanzuk, do AntiCast. Corre pra conferir a primeira parte antes que lancem a segunda! 😉

2. Marie Kondo – Comece o ano com organização, limpeza e liberdade

Eu já conhecia o trabalho da Marie Kondo há algum tempo graças à Ellen Miranda, nossa Head de Social, que é fã incondicional da fada da organização e já tinha inclusive lido os livros dela, “A mágica da Arrumação” e “Isso me Traz Alegria”. No final de 2017 cheguei a tentar colocar em prática o que seria uma mistura inventada e meio intuitiva do Oosouji com o método da Marie Kondo. Foi bacana, eu fiz circular muita coisa que não me serviam mais, limpei a casa toda, mas ainda não era uma Marie Kondo verdadeira pois eu ainda não conhecia os detalhes do método.

A virada de ano foi meio estranha. Acho que o contexto político teve um papel fundamental na sensação de baixo astral que se apoderou de mim nessa virada, era como se algo estivesse preso, travando esse momento de transição. As energias não estavam fluindo. Eis que na ressaca do dia 1º de janeiro, ‘zapeando’ o Netflix eu me deparo com a maravilhosa série, dedicada a popularizar as artimanhas da bruxona da organização. Não tive dúvida. Curei a minha ressaca maratonando a primeira temporada inteira da série e decidi que no dia seguinte ia começar a colocar o método em prática (dessa vez pra valer) aqui em casa.

Foram quatro dias de trabalho árduo, das 8h da manhã até as 22h da noite, que resultaram quase 15 sacos de 100 litros com coisas indo embora de casa para doação, venda ou lixo. O processo foi maravilhoso pra mim, me ajudou a afastar aquela ‘inhaca’ estranha da virada e ainda deixou minha casa arrumadinha a longo prazo. O resultado está durando bem até agora, quase um mês depois, e transformou completamente a minha relação com a minha casa, meus objetos e as tarefas domésticas.

Isso sem falar na problematização que a série traz como a exposição do trabalho invisível e não remunerado das mulheres nos lares do mundo. Quem ainda não assistiu e não testou o método, recomendo demais!

3. Pratique meditação – alguns apps podem ajudar

Há quase quatro anos eu comecei a praticar yoga e junto com a prática comecei a entrar em contato com a meditação. Como sou uma pessoa muito ansiosa, com o tempo comecei a achar que estender a meditação para além da prática do yoga poderia me trazer benefícios mais palpáveis. Conversei com a Janaína Ribeiro, minha professora na época, para entender qual a maneira de inserir a meditação no meu cotidiano e ela me explicou que quanto mais simples melhor. Apenas alguns minutos diários de silêncio num lugar tranquilo, respirando com atenção e deixando os pensamentos fluírem para limpar a mente. Ela me aconselhou ainda a evitar música, por exemplo, para não ficar condicionada e depender de estímulos externos.

Assim, pouco a pouco, comecei a reservar 5 minutos do meu dia, de preferência pela manhã, para silenciar a mente e me conectar comigo mesma. Com o tempo, entendi que apesar de essa autonomia de não depender de música nem nada para meditar fosse muito legal, existem ferramentas que podem ajudar humanos frenéticos do século 21 a inserir esse ritual no dia a dia. Os apps HeadSpace e InsightTimer são ótimas opções para quem quer começar a meditar e não sabe por onde começar.

Minhas dicas pessoais são: escolha um lugar tranquilo e limpo, sente em posição de lótus com a coluna ereta, faça com as mãos o dhyana mudra, o mudra da concentração (imagem acima), e respire profundamente pelo nariz enchendo primeiro o tórax e depois a barriga e expirando no movimento inverso. Os polegares devem se tocar levemente e se eles apertarem é sinal de que vocês está perdendo o foco, mas retome e não desista. A cada expiração mentalize os pensamentos e preocupações indo embora com o ar que sai dos pulmões e assim sucessivamente e cada vez que um pensamento teimar em voltar. Não tem regra, não tem segredo. Depois de alguns minutos nesse esforço de silêncio, respiração e concentração você já vai começar a sentir um pouco do poder da meditação. Fazendo isso a longo prazo e por períodos maiores, os benefícios e insights que a prática pode te trazer são inúmeros e indescritíveis. Baixe os apps e boa viagem! 🙂

Rafael Nardini – Head de Conteúdo

1. Leia ‘O Homem do Castelo Alto’

Se você assistiu à série e gostou, leia mesmo assim. Se você – como eu -, achou a série melodramática demais e até com cara de novelão mexicano, leia o livro que tudo vai melhorar. Posso garantir que a experiência será completamente outra.

Esqueça suas aulas de história. Aqui, os Estados Unidos e os aliados perderam a Segunda Guerra Mundial contra o então chamado Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e os ideais nazifascistas dominaram o globo inteirinho. Como era de se esperar, a África é dominada e restam poucos negros vivos no planeta. O mesmo vale para os judeus, que se escondem sob identidades falsas para escapar das polícias políticas.

Dentro disso, os EUA são divididos entre alemães e japoneses, criando dois territórios distintos, uma clara referência ao pós-guerra que rachou a Alemanha entre capitalistas e socialistas.

O resultado é este aqui:

Philip K. Dick dividiu os EUA entre Japão e Alemanha.

O mundo, claro, sofre consequências graves também. Aqui, ó:

E se os nazifascistas tivessem vencido a guerra?

O ritmo impresso por Philip K. Dick em “O Homem do Castelo Alto” é de tirar o chapéu. Fazendo uso de seu domínio da linguagem de romances policiais, o escritor sabe muito bem como criar expectativa, prendendo até mesmo os leitores menos apaixonados pelo tema ou por distopias ou sci-fi. É exatamente o que o autor fez em diversos clássicos de sua literatura, como o comemorado texto “Andróides Sonham Com Carneiros Elétricos?”, que rendeu o imortal clássico do cinema “Blade Runner”. Capítulo após capítulo, os personagens vão se interligando, se dividindo, se contrapondo, se ajudando, sofrendo juntos ou separados. Diferente da série, há zero interesse em criar um triângulo amoroso. Vale mais a fé no I-Ching.

Como de costume, Dick – que acabou premiado com o Hugo, o Oscar da literatura sci-fi, em 1962 por “O Homem do Castelo Alto” – procura respostas muito maiores do que a vida terrena. Pouco importa pagar contas, resolver problemas, ter discussões triviais. Dick era um autor complexo, que fazia da ficção científica e da distopia meios para tentar decifrar indagações muito maiores e profundas. Por acaso você já parou para imaginar que a sua realidade e basicamente tudo que você vê, sente ou toca é fruto de uma criação ou de filtros sociais impostos à sua mente? Ainda que a realidade muitas vezes pareça imutável, é no subjetivo que reina a maioria das nossas respostas. Bem como na grande literatura.

2. Beba menos café

Sei que na nossa era em que tudo precisa ser rápido, para ontem, ligeiro e expresso, vai parecer uma heresia: mas, por favor, beba menos café. Não precisa adotar para o resto da vida, mas já vai servir se você ao menos entender que está bebendo, sim, café para além da conta.

Me deu esse clique na semana passada quando fui almoçar e encontrei na rua um carinha que não chegava aos 30 anos tombando uma lata de 500 ml de energético logo após sair do restaurante. Será que é isso que quero mesmo? Viver à base de cafeína e taurina para “render”? O que é “render”? Por que você precisa de tanta concentração assim? Já pensou que as melhores decisões vêm da tranquilidade e não da velocidade? Há decisões boas que partem do relaxamento e da criatividade, que não estão ligadas com essa ideia de “funcionar o tempo todo”.

Bill Murray Coffee GIF by Cheezburger - Find & Share on GIPHY

Digo isso tudo porque no ano passado tive alguns quadros muito pesados de ansiedade. Surtos, crises, achei que fosse morrer. E, no fundo, além da terapia, o que mais me ajudou foi ficar bem distante da cafeína. Tudo bem, eu sei, é ruim acordar ainda querendo dormir. Mas, acredite, você consegue tomar menos café pela manhã. Ou se pela manhã for essencial para você, que tal trocar aquele copo enorme de café de máquina ou espresso do início da tarde por uma pequena e moderada quantidade de um doce. Pense num bombom Alpino com porção ideal, por exemplo.

Há algumas dicas simples: criar uma hora limite para o café (vamos combinar 14h?), limitar o tamanho de cada dose ou mesmo trocar o espresso pelo café coado. Isso já vai diminuir imensamente as quantidades de cafeína no seu dia a dia.

E, aliás, há quem conteste esse power up do café. Os cientistas da Universidade Bristol, por exemplo. Se você exagerar na dose, além da ansiedade, pode ter até mesmo casos de alucinação, como aponta um estudo da Universidade de Durham, no Reino Unido. Claro, claro. Aqui estamos falando apenas de casos extremos e com pouca probabilidade de acontecerem contigo. O que sugiro é entender o café com uma metáfora da vida extremamente produtiva. E bote várias aspas nessa produtividade aí, por gentileza.

O dias são expressos demais para precisarmos de tanto espresso. Segura a onda e faz o teste. Pode botar fé que você vai aguentar viver sem tanta cafeína.

3. Ouça o novo disco do James Blake

2019 começou mesmo. Na música, o meu start se deu com o discaço do James Blake, lançado ainda em janeiro. O britânico consegue como pouquíssimos unir uma enormidade de referências numa canção só. Blake é r’n’b, é eletrônico, é beat e faz bases e produz para artistas do hip hop. E tudo ainda assim tem a cara dele. É pau, é pedra.

Além da extensão vocal impressionante, James Blake sabe como poucos usar a tecnologia para criar camadas e sensações com assinatura própria. É interessante também como o álbum “Assume Form” pode ser dançante para alguns e introspectivo para outros. Não é um pico de energia nem reflexivo demais. No meu caso o disco faz os dois papeis: é boost matinal e relaxamento para o fim de mais um dia de trabalho.

O álbum traz ainda uma porção de participações maneiras. O rapper Travis Scott, o afinadíssimo Moses Sumney, a espanhola Rosalía e o grande destaque: Andre 3000, o responsável pelo lado mais soul e funk do OutKast (que saudade deles, aliás… “HEY YAAAAAAA!”).

Funciona muito bem para trabalhar, mas também para exercícios ou passear com o cachorro. Faça o teste e tende enxergar os dois James Blakes, o do beat (“Mile High”, “Tell Them” e “Where’s The Catch”) e o melódico/melodramático (“Assume Form”, “Are You In Love?” e “Into The Red”).

É só dar o play:

 

Kathleen Santiago – Assistente de Social Media

1. Ouça o EP dos Ascendentes

Um dos grandes defeitos que tenho (ou tinha) é ter os ouvidos preguiçosos. Acho uma dificuldade começar a ouvir e admirar coisas novas. Nada a ver, né? Pois bem, dentre meus objetivos de 2018 estava abrir meus ouvidos para músicas que ainda não conhecia. Ou, nesse caso, conhecia muito bem. Comecei pelo fácil. Entre tanta coisa nova que conheci, destaco aqui a banda Ascendentes, composta por dois amigos queridos junto de dois amigos desses que certamente são pessoas incríveis também, vide pelo trabalho que fazem.

Vamos ao que interessa. O primeiro EP dos Ascendentes foi  inteiramente produzido e gravado em casa, na cidade de Seropédica (RJ), localizada na baixada fluminense, ainda em 2016. Após alguns anos finalizando detalhes, o álbum está agora disponível no Spotify, Youtube e SoundCloud com três músicas autorais e poéticas. A vocalista de voz potente – ao mesmo tempo que suave – Camilla de Mari (my friend <3), é responsável também pela ilustração da capa. A espera valeu a pena e é uma verdadeira delícia que tem como único defeito durar pouco. Felizmente a gente resolve isso ouvindo repetidamente!

2. Se coloque metas

Não, definitivamente não sou essa pessoa. Mas tentei ser um pouco mais, ainda que do meu jeito, e funcionou! Sabe o papo de ouvir mais música em 2018 que falei na dica acima? Então, fiz o mesmo com livros. Me perturbava (perturba ainda, mas a gente lida) a sensação de consumir informação 100% do tempo, ter a obrigação de saber tudo etc. Uma sensação bem comum atualmente, né?! Percebi que muitas dessas vezes nem informação de qualidade era, eu estava num eterno rolar de feed parando de vez em quando para esboçar alguma reação zero profunda. Tudo bem também, eu continuo fazendo isso.

Mas, voltando aos livros, me comprometi a ler um atrás do outro durante 2018. Sem cobranças de tempo como “um livro por mês” ou “um capítulo por dia”, até pq a vida é corrida e de cobrança já estamos cheios. Mas esse comprometimento me fez bem. Percebi que eu gosto desse tempinho off. Por muitos dias foi tempinho mesmo, que mal dava pra terminar o capítulo. Mas teve sensação de dever cumprido e teve a cabeça viajando em diversas histórias incríveis que me faziam viajar. Até poesia, que eu pensava não gostar, me conquistou (por favor, leiam Outros Jeitos de Usar a Boca – Rupi Kaur). Mas a melhor sensação foi a de ter, pela primeira vez, cumprido as metas que me coloquei no ano. Ah, grande parte do que li era emprestado (obrigada, migos!). Então, pessoal, se coloquem metas. Não falo de sonhos, mas metas realmente possíveis de acordo com rua rotina. Qualquer coisa mesmo. Ah, pretendo manter esses hábitos em 2019, mas confesso que ainda não pensei qual o desafio pra esse ano. Quando souber, eu conto! Boa sorte a quem tentar!

3. Tá no Rio? Fuja do lugar comum e visite o Méier!

Finalizando as minhas indicações do mês e ainda seguindo a onda dos livros, escolhi um lugar que é a cara do Rio…Bom, tudo começou com uma bicicletinha e um monte de livros e vinis a venda na praça mais popular do Méier, bairro suburbano do Rio de Janeiro. Alguns anos e experiências depois, a ideia cresceu e hoje o livreiro Ivan Costa Silva já possui sua livraria, a Belle Époque. Lá, são promovidos eventos como o Sarau dos Errantes, Clube da Leitura, cineclubes e o Jeitinho Zona Norte, evento musical que traz sempre alguém ZN pra tocar!

Você pode ficar por dentro dos eventos através do Instagram da Belle Époque, e já adianto que 2019 trará novidades! Ah, Ivan não aposentou a charmosa bicicleta…talvez você esbarre por ela pelos cantos da cidade! O Subúrbio vive!

Kauê Vieira – Repórter

1. Praia de Massaguaçu

Ei, você, tá de férias ainda? Não? Não tem problema, arrume um espaço na agenda fim de semana, mas vá! A Praia de Massaguaçu fica em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Quase na fronteira com Ubatuba.

Diferente das praias da região da central, como Martim de Sá, o ritmo em Massaguaçu é mais tranquilo. Fique tranquilo, você terá que disputar um pedaço de areia com o colega turista. Na verdade, a orla é bem servida de quiosques e os preços são justos.

Vamos falar do que interessa? A paisagem é belíssima. O mar e seus tons de azul ornam perfeitamente com a aquarela do céu de brigadeiro e o verde das ilhas, com a do Tamanduá. Perfeito. Da praia é possível pra avistar a vizinha Cocanha, um pouco mais cheia, diga-se.

2. “Fevereiros”

A relação de Maria Bethânia com o Carnaval ganhou mais um inesquecível capítulo. Nos anos 1990, ela se apresentou ao lado dos bárbaros colegas, Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil no desfile da Estação Primeira de Mangueira. O ano de 2016 foi diferente.  

A Menina dos Olhos de Oyá foi tema central do desfile da Verde e Rosa no templo do Carnaval mundial. Com as bênçãos de Mãe Carmem de Oxum – matriarca do terreiro soteropolitano do Gantois, onde Maria Bethânia por tantas vezes esteve com Mãe Menininha, a cantora encantou os presentes na Sapucaí. Emoção pura.

Pessoalmente, a dica da semana!

Resultado, a Mangueira venceu seu 19º título no Rio de Janeiro. O samba-enredo interpretado por Ciganerey não saiu dos ouvidos dos amantes da festa mais popular do mundo. Inclusive os meus.

Para celebrar este momento histórico das artes e cultura do Brasil, o documentário Fevereiros estreia nos cinemas de todo o país. O longa de Marcio Debellian revela relações íntimas desta filha de Ogum com Iansã e devota de Santa Bárbara com o Carnaval. O Candomblé e o Catolicismo, tão peculiares em sua vida, ganham ainda mais brilho com depoimentos apaixonados do irmão Caetano, o carnavalesco Leandro Vieira, amigos e da própria Abelha Rainha.

Bethânia aparece cintilante, com a elegância de sempre. A moça de Santo Amaro da Purificação expressa sua devoção à Mangueira num ode ao Brasil. Imperdível!

Amor, fé, devoção e Carnaval

“Quem me chamou, Mangueira

Chegou a hora, não dá mais pra segurar”

3. O livro de Sueli Carneiro

Ela é uma das principais autoras do feminismo negro nacional e lançou livro novo. Com prefácio de Conceição Evaristo e apresentação de Djamila Ribeiro, “Escritos de uma Vida” narram a travessia deste nome central do movimento negro do Brasil.

Não tem movimento negro sem o pensamento crítico de Sueli Carneiro

Sueli é fundadora e atual diretora do Geledés, instituto referência para mulheres negras. Atuante nas áreas de saúde, criação de recursos e cidadania para mulheres de periferia. Sueli também é filósofa.

Se você está pensando em se aprofundar no debate sobre raça e racismo/feminismo e feminismo negro, não deixe de ler. Vamos para o debate!

Ellen Miranda – Head de Social Media

1. Consultoria de estilo

Já faz alguns anos que tenho repensado o meu modo de vestir e tentado dar um rumo mais acertado para o meu guarda-roupa. Com o passar dos anos as roupas param de servir na gente, seja porque nosso corpo muda ou porque a gente mudou mesmo. Durante anos relutei os quilos a mais na balança e, por me sentir mal comigo mesma, parei de comprar roupas, pois o meu número já não me servia mais. E fui ficando com as roupas que já me serviam, mesmo não combinando mais com a pessoa que eu estava me tornando.

Quando finalmente comecei a comprar roupas, virei a mais básica possível, só cores neutras, algumas calças e camisetas. Não deu outra, não me senti eu mesma. Precisa comprar roupas novas mas estava um pouco perdida no que comprar e se realmente precisava comprar. Já fazia um bom tempo que eu seguia a Paula Salvador, uma consultora de estilo muito fofa.

Ela sempre faz desafios fashion na intenção de repensar o guarda-roupa e tirar o máximo proveito dele, saindo mesmo da zona de conforto. Não deu outra, resolvi fazer a minha consultoria de estilo com ela. Existem várias opções, desde quem não tem ideia do próprio estilo até quem só quer enxergar o guarda-roupa com novos olhos. Depois de um bate papo sobre o que eu gostava e como era o meu estilo, foi hora de botar a mão na massa.

E esse foi o resultado!

Combinações que eu jamais faria, mais de um uso para a mesma peça, aproveitamento máximo do meu guarda-roupa, 20 looks novos (sem comprar uma única peça) e uma listinha de compras (caso eu quisesse) muito mais assertiva. Desde então, todas as minhas compras tem sido 100% sucesso, combinam comigo, com VÁRIAASS peças e têm me feito muito feliz.

Ah, agora toda vez que coloco uma roupa eu tiro uma selfie e guardo numa pasta, assim posso saber exatamente o que eu mais uso, porque uso tanto e se tenho repetido demais uma peça e deixado outras peças de lado. E quando bate aquela preguiça de pensar num look só olhar na pastinha e pronto, look escolhido! <3

2. Planejamento Anual

Começo de ano é isso aí: época de planejar. Se tem uma coisa que entra ano, sai ano e tá sempre na minha lista é viajar mais. Acredito que não seja só na minha, não é mesmo?!

Para garantir que eu de fato faça mais viagens, este ano separei as datas de possíveis viagens logo na primeira semana. Não precisa ser datas exatas, nem nada disso, mas elas precisam existir num calendário anual. Seja um simples fim de semana na praia ou até uma viagem internacional, viagem sempre é sinônimo de gastos. Se você não visualizar esses gastos com antecedência, muito provavelmente não conseguirá viajar o tanto que gostaria.

Uma dica para viajar mais é sem ser penoso demais, opte por viagens mais baratas com maior frequência.  Ao invés de fazer uma puta viagem maravilhosa 1 vez por ano, por que não fazer várias em épocas e para lugares diferentes? Com esse planejamento anual você consegue melhores preços nas passagens e nas estadias. Para isso, sites como Passagens Imperdíveis e Melhores Destinos são grandes aliados. Não esqueça de monitorar os preços pelo Google Flights! E viaje pelo Brasil! Sério, o nosso país é enorme, tem opções para todos os bolsos e faz a gente sair da nossa bolha bairrista.

3. Estude algo sem compromisso profissional

Que tal aprender a cozinhar comida congolesa? E aprender a falar sueco? Ou quem sabe, montar um CPU?!

O importante é aprender algo pelo simples prazer de aprender. A vida não é só trabalho e o aprendizado não pode ser só focado naquilo que o mercado pede. A gente aprende tanta coisa porque tem que aprender que perdemos a noção de como é gostoso se dedicar a alguma atividade única e exclusivamente pelo prazer. Não importa o que você escolheu aprender, todo conhecimento agrega.

Sabe aquelas ideias de: “Quando eu for milionário eu vou aprender isso ou fazer curso daquilo?“ Não precisa esperar ganhar na Mega-Sena pra começar a aprender algo. A internet está lotada de tutoriais, cursos gratuitos e canais no Youtube ensinando de TUDO. Tire um tempinho e vá fazer algo divertido apenas pela diversão. 😉

Livia Jácome – Head de Produto

1. Podcast: Mamilos

Quando um novo ano chega vem com ele diversas metas e resoluções. Eu decidi que ouvir podcasts enquanto malho é uma dessas decisões para 2019. O formato de áudio, como se fosse um programa de rádio, não é novidade, mas recentemente houve um boom de criadores desse formato no Brasil. Quem está há muitos anos na estrada sãos mulheres do Mamilos (polêmicos, ahn?!) e que trazem temas relevantes com base de especialistas.

Já deixo a dica de alguns programas essenciais para você maratonar:

Mamilos 181 – Relacionamento Abusivo

Mamilos 179 – A Boa Morte

Mamilos 155: Precisamos Falar Sobre Aborto

Mamilos 151: Todas as Letras do Arco-Íris Parte 1
Mamilos 151: Todas as Letras do Arco-Íris Parte 2

2. Documentário “Fyre Festival – Fiasco no Caribe” (Netflix)

Um empreendedor de sucesso e um rapper conhecido se unem para criar o maior festival de música e luxo do mundo. Tem tudo para ser um sucesso, correto? Errado! Fyre Festival, o evento que nunca aconteceu, deixou o nome de Ja Rule na lama e levou seu idealizador Billy McFarland para a cadeia. Isso porque após divulgações com modelos e influenciadores do momento, o festival de música não entregou o que prometeu e o empresário por trás a iniciativa, que captou mais de 40 milhões de dólares, nunca entregou o projeto.

A produção da Netflix, “Fyre Festival – Fiasco no Caribe”, mostra os bastidores dessa empreitada, que tem cenas feitas pelos próprios envolvidos já que a ideia era fazer um documentário sobre o evento. Irônico, não? Vale ver também como os sinais indicavam que as coisas iam erradas (e pessoas foram afastados do projeto por não acreditarem) e mesmo assim nem uma atitude foi tomada.

3. Grafic Novel “Meu Amigo Dahmer” (Darkside)

Muitos livros, filmes e documentários são lançados a todo momento sobre serial killers que chocaram o mundo. Se você, assim como eu, tem estômago para consumir esse tipo de narrativa, aproveite para ler a “Meu Amigo Dahmer”. Desenvolvida pelo quadrinista americano Derf Backderf, a obra apresenta o assassino em série Jeffrey Dahmer ainda adolescente, durante a época em que o autor estudou com ele no colégio.

Publicidade


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Camelô procura cliente que entregou nota de R$ 100 por engano