Diversidade

Rede de supermercados associa mulher negra a vassouras e causa indignação

por: Redação Hypeness

A representatividade de figuras como Maria Júlia Coutinho, que estreou como primeira mulher negra na bancada do Jornal Nacional se justifica por casos como o de uma loja em Ponta Grossa, no Paraná. Vassouras vermelhas de cerdas pretas foram empilhadas diante de uma boneca negra de papel com cabelos crespos. Desta a forma a Condor resolveu expor seus produtos. A foto foi compartilhada pela jornalista Cíntia Velasco Capri no Facebook e divulgada pelo Paraná Portal.

Mais um ato de racismo no Brasil

Consumidores reprovaram o ato de racismo. Mas, teve quem tentasse minimizar o episódio. “Minha publicação virou um show de horror”, escreveu Cíntia. O Movimento das Mulheres Negras de Ponta Grossa (Moolaadé) publicou nota de repúdio. “Mais repulsivos estereótipos, que partem da sexualização do corpo, chega ao cabelo ‘de vassoura’, caminha pelo lugar de serviçal até chegar à ‘nega maluca’”. O texto é endossado pelo Instituto Sorriso Negro. “A imagem do negro e negra segue estereotipada e estigmatizada desde o século XIX em nossa sociedade. A sociedade não consegue se desprender da imagem da(o) negra (o) enquanto servil, mesmo depois da(o) negra(o) liberta (o)”, segue a carta.

Donata pediu demissão da Vogue depois de festa racista

Voltando ao conceito de representatividade, a atitude da rede de supermercados Condor chega em um momento onde a presença de homens e mulheres negras na mídia cresce em compasso com a repulsa ao racismo. Não é questão de opinião. Em 2019, associações do negro com o período da escravidão – como aconteceu na festa de Donata Meirelles, ex-diretora da Vogue, não passam impune. A pressão bateu e a Condor precisou retirar a propaganda rapidamente. A rede publicou nota afirmando o comprometimento com o “respeito pela diversidade dentro de suas lojas”. “O Condor Super Center afirma que nestes 45 anos de história sempre primou por atender aos clientes da melhor maneira possível, sempre pautado pela ética e no respeito pela diversidade. Com relação ao merchandising feito por um funcionário de uma empresa terceirizada, a rede destaca que retirou o material prontamente. Também foi conversado com o profissional, que se desculpou e deixou claro que jamais faria algo racista. Sendo assim, a rede destaca que não compactua com nenhum tipo de preconceito, que continuará trabalhando a favor da diversidade dentro de suas lojas e que as diferenças, sejam elas qual forem, devem ser respeitadas”, diz em nota.

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Fotos: Reprodução


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