Inovação

Samsung lança o primeiro smartphone dobrável. Mas as críticas não são as melhores

22 • 02 • 2019 às 10:26 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

O futuro dos smartphones parece mesmo ser tornar os aparelhos dobráveis, maleáveis e ampliáveis, através de novas tecnologias que transformarão ainda mais a experiência de interação com o usuário. E a Samsung deu um passo importante e pioneiro, anunciando finalmente a chegada ao mercado de seu Galaxy Fold. Ainda que o aparelho em si seja de fato novo e impactante, as críticas, porém, não pareceram tão entusiasmadas com a novidade – e nem ainda dispostas a, com o perdão do trocadilho, se dobrarem diante do Galaxy Fold.

A impressão geral é de que o pioneirismo é mesmo por enquanto o grande trunfo do aparelho, pois ainda há muito o que se aprimorar para que ele se torne uma opção real para o grande público. A promessa é efetivamente interessante, e as possibilidades são muitas a partir do Fold – mas há muito caminho pela frente até se tornar de fato a vanguarda dos aparelhos, segundo a crítica.

Acima, o aparelho “dobrado”; abaixo, a parte de trás, quando aberto

E trata-se de fato de um aparelho ainda em desenvolvimento, mas com preço de um inacreditável produto final – o Galaxy Fold está chegando ao mercado americano por 1,980 dólares, ou quase 7,500 reais. O aparelho é também grosso – possui, afinal, duas telas que se dobram ao meio – funcionando mais como um pequeno tablet.

Os aplicativos ainda não foram adaptados para a tela dupla, não há maiores informações sobre a bateria do aparelho, e há ainda a questão da durabilidade: como será que, com o passar do tempo, a “dobradiça” do aparelho irá se comportar? E será possível trocar uma tela quebrada com a facilidade que hoje conseguimos? São dúvidas de mais para um preço exorbitante. O futuro parece mesmo ser o dos aparelhos dobráveis – só é preciso de fato chegar lá.

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