Diversidade

Segurança que matou jovem negro no Extra foi condenado por agredir ex

por: Redação Hypeness

Davi Amâncio não poderia trabalhar como segurança. A informação é do Fantástico, que teve acesso ao processo onde o homem que matou um jovem negro por asfixia é condenado por agressão a ex-companheira.

O funcionário do Extra da Barra da Tijuca (RJ), segundo relato da ex-namorada, a agrediu com socos no rosto na frente de seus filhos. Pela lei, Davi não está habilitado para trabalhar como vigilante por causa da condenação. Ele é funcionário terceirizado na rede de supermercados desde dezembro de 2017 e a sentença veio depois da contratação.

A Polícia Federal diz que a documentação de Davi Amâncio seria revista no curso de reciclagem agendado para março de 2019. A PF afirma não ter como saber se ele foi condenado no intervalo de tempo.

O segurança é contratado pela empresa Groupe Protection, que diz que a checagem da ficha criminal é responsabilidade da Polícia Federal.

“Quem tem a atribuição legal de normatizar todo o processo de formação e posteriormente manter a reciclagem desses indivíduos e monitorar se ele está habilitado ou não, apto ou não, é de atribuição da Polícia Federal”, assinalou o advogado de defesa André França.

De acordo com França, Davi não foi demitido, apenas afastado. Ele acabou solto depois de pagar fiança de R$ 10 mil. Embora tenha tirado a vida de Pedro Henrique, 25 anos, com o peso do corpo, ele vai responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O jovem foi enterrado no sábado (16), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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