Ciência

Sítio arqueológico de 4 mil anos no PR deve virar museu a céu aberto

18 • 02 • 2019 às 10:22
Atualizada em 21 • 02 • 2019 às 11:47
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Na região da cidade paranaense de Capitão Leônida Marques, o local onde 150 esculturas de cerca de 4 mil anos de idade foram encontradas finalmente passou a ser protegido pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Batizado de Sítio Arqueológico Alta Vista, o local fora descoberto há 10 anos, por conta do licenciamento ambiental para a instalação da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu, no Paraná. A região fica a 90 quilômetros de Foz do Iguaçu.

Detalhe de uma das esculturas e registros de Alta Vista

Outros tesouros arqueológicos como pedras lascadas, pedras polidas e utensílios em cerâmica já foram encontrados na região, mas Alta Vista é o único dos 56 sítios arqueológicos nos arredores do Parque Nacional do Iguaçu a apresentar figuras rupestres. As gravuras estão sendo catalogadas e registradas com drones por pesquisadores brasileiros e portugueses, para a produção de material cartográfico e de modelos digitais de terreno e conservação.

Arqueólogos trabalhando no sítio

O estudo, que procura conservar os achados, potencialmente pode transformar Alta Vista em um museu a céu aberto. Uma nota do Iphan sobre o local oferece a magnitude da descoberta, iniciada em 2009: “Todo o material que se encontra em estudo possibilitará produzir um vasto conjunto informações sobre o sudoeste do Paraná, bem como dados interpretativos sobre o comportamento humano nesta região, tanto nos aspectos tecnológicos como simbólicos”, afirma a nota. “O sítio é considerado de alta relevância e a sua localização privilegiada, em área não afetada diretamente pelo barramento, faz com que ele tenha grande potencial para ser preservado, estudado e visitado”, conclui.

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