Fotografia

Detentas ganham ensaio fotográfico para seus bebês em presídio do ES

por: Redação Hypeness

O Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC), no Espírito Santo, deu um exemplo maravilhoso de como a humanização do sistema penitenciário é importante para a diminuição da violência.

Os bebês de detentas ganharam um ensaio fotográfico. Teve tudo, cenário e fantasias infantis para alegrar o coração de quatro mães que cumprem pena em alojamento materno-infantil no presídio do Espírito Santo.

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A iniciativa é da diretora da casa de detenção, que criou o projeto Da Gestação para a Vida, que incentiva o contato em mães em privação de liberdade e seus filhos.

O afeto é um direito humano

“Essa foi a primeira ação profissional desse projeto. A gente já fazia internamente, com uma câmera que ganhamos, mas fazíamos sem o fundo colorido, sem as roupinhas diferentes. Era feito na grama, com os brinquedinhos. Então surgiu essa ideia de tirar o foco de sistema prisional, sem trazer essa imagem de prisão. A infância existe, mesmo aqui dentro”, declarou ao G1 Graciele Sonegheti Fraga, diretora da unidade.

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As mães vão receber as imagens digitalizadas em um CD. O ensaio é estrelado pelos pequenos João Pedro, de dois meses; Enzo, de três; Manu, de cinco; e Jesus, de sete. As mães cumprem pena em regime fechado e têm o direito de permanecer, por no mínimo seis meses, em um local com berços, camas e brinquedos, além da companhia dos filhos.

Os retratos são das fotógrafas Luana Andrioli e Carla Nogueira. “As fotos foram feitas em cenários lindos. Tudo muito profissional. É uma recordação que vou guardar do meu filho para toda a vida”, disse a mãe, Mayara Aparecida Wanderley, com lágrimas nos olhos.

A humanização dos presídios diminui a violência

O Brasil é dono da terceira maior população carcerária do mundo. O Ministério da Justiça diz que mais de 726 mil pessoas estão presas no país. O médico Dráuzio Varella, que trabalhou por anos no extinto Carandiru, em São Paulo, é um dos que luta pela melhoria das casas de detenção no Brasil.

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“O sistema atual não pode continuar, simplesmente porque a conta não fecha”, explicou à Carta Capital.  

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Fotos: Luana Andrioli e Carla Nogueira


Redação Hypeness
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