Diversidade

E se esquecermos a tecnologia e voltarmos a falar em família, ansiedade, carinho e afeto?

por: Guido Sarti

Todo ano sempre prometia a mim mesmo ir ao SXSW. Mas para quem não sabe, eu odeio voar. Sei, entendo e adoro a analogia dos pássaros migratórios, mas convenhamos: medo é medo. Então sempre colocava algum empecilho no meu caminho. “Ah, estou muito ocupado!”, “Ah, tenho que entregar essa concorrência! ”, “Ah, talvez não dê tempo porque tenho um aniversário”. Enfim, sempre desculpas.

Mas dessa vez, não houve desculpas. Quando percebi, já estava no avião enquanto pensava nisso. Esse era um momento em que eu não podia deixar que essa confusão mental que me assola impedisse que a realização de coisas especiais. Às vezes criamos nossos próprios muros. Vir para Austin foi derrubar o meu.

Tem gente que fala que o SXSW é o maior encontro de inovação do planeta. Sinceramente, acho essa definição errada: o SXSW é mais do que um encontro, é um movimento que reúne pessoas em busca de conhecimento. E conhecimento não tem relação somente com inovação. Eu mesmo estou aqui, principalmente, para buscar as novas formas de se relacionar e de se entender.

Austin, TX, a cidade que me dava medo.

Austin, TX, a cidade que me dava medo.

 

Jovens telas trincadas como suas relações. Brigar pelas teclas, se ver pela tela e não conseguir falar de amor.

E como o SXSW pode ajudar nisso? Através do mais variados temas e debates que acontecem ao longo dos dias. Um desses temas é a Geração Lonely. Se você não sabe o que é geração Lonely, o rapper niLL exemplifica de uma forma linda em sua canção Jovens Telas Trincadas: “Jovens telas trincadas como suas relações. Brigar pelas teclas, se ver pela tela e não conseguir falar de amor”.

Mas no fundo, uma coisa inegável sobre o SXSW é a consolidação da incrível capacidade de criarmos e contarmos histórias. A própria história do evento já chama atenção: o SXSW nasceu de um jornal local de Austin que queria contar e provar que havia um mix tão rico e densamente cultural na cidade como em qualquer outra megalópole. E mesmo tão diverso, algo sempre uni todas as pessoas.

Jamil Zaki, professor de psicologia de Stanford, falou sobre o poder da empatia no SXSW 2019

Jamil Zaki, professor de psicologia de Stanford, falou sobre o poder da empatia no SXSW 2019

É justamente esse o grande exemplo que fica: o SXSW é sobre senso de comunidade, inventividade e diversão. Algo que está cada dia mais presente, ou parece estar mais presente, na bolha que o consome, sendo que bolha aqui está longe de ser um problema. Na real, ela dá substância para a coisa. Até porque como disse Henry Jenkins : “Se você quer saber como vai ser o futuro, observe os usuários pioneiros”.

E se você me perguntar o que mais tem chamado a minha atenção nos encontros, papos e palestras aqui, diria com certeza que são os temas mais humanos: família, ansiedade, carinho, afeto.

Temas em torno, bom como já disse, de sutilezas humanas. Ter enfrentado o medo de avião e desembarcado no meio do turbilhão do SXSW me faz ver que você sempre consegue enxergar uma beleza humana num mundo cada dia mais duro pela tecnologia.

Hypeness no SXSW 2019, a melhor tecnologia do mundo é a empatia

Pelo segundo ano consecutivo, o Hypeness vai ao SXSW. Esse ano, a Dell embarcou conosco nesse projeto de ir atrás do melhor conteúdo para você. Nossa missão: O que levar do SXSW para melhorar a minha vida e das pessoas que dividem o mundo comigo? 

Que não nos ouçam as ultramáquinas de Inteligência Artificial, mas a única inovação possível é nos humanizarmos cada vez mais. 

Vale muito mais um ser humano que conhece suas potencialidades e seus limites do que qualquer inovação futurística. 

Em nossa nova estadia em Austin, no Texas, queremos abrir ainda mais a cabeça e transformar não só o que o Hypeness entrega para vocês, amigas e amigos leitores. Mas também nossas vidas.

Nossa cobertura é um oferecimento da Dell, que promete inovar a maneira que vemos filmes, séries e esportes com a tecnologia Dell Cinema em seus notebooks. 

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Guido Sarti
Se tem uma palavra que define Guido Sarti é Geek! Fã de ficção e gadget aleatórios, foi inspirado em seu autor favorito, Isaac Asimov, que ele escolheu trabalhar com análise de dados. Enquanto não está mexendo e entendendo os dados, Guido se dedica à fotografia e recentemente entrou para um curso de marcenaria. Na Globosat, Guido gerencia a área de Convergência.

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