Debate

Família Bolsonaro ataca Mangueira após vitória na Sapucaí

por: Redação Hypeness


A família Bolsonaro está incomodada com o Carnaval. Depois do pai postar um vídeo associando pornografia com os blocos de rua, o filho Carlos Bolsonaro, criticou o título da Estação Primeira de Mangueira no Rio de Janeiro.

O vereador eleito pelo PSL do Rio usou o Twitter para atacar a verde rosa. Ele associou a agremiação com milicianos e o tráfico de drogas. O parlamentar demonstrou incômodo com o samba-enredo do carnavalesco Leandro Vieira.

Em História para Ninar Gente Grande, a escola apresenta um Brasil diferente. A Mangueira deu voz para negros, índios e pobres, além de homenagear Marielle Franco – vereadora assassinada a tiros no centro do Rio.

A postagem provocou reações. Marcelo Freixo, deputado federal eleito pelo PSOL do Rio, rebateu Carlos sobre os crimes de corrupção envolvendo o então presidente da Mangueira.


Corrupção e milícia

Chiquinho da Mangueira foi afastado do cargo por causa de denúncias de que teria usado propinas de Sérgio Cabral para a realização de desfiles. Segundo a operação Furna da Onça, o deputado recebeu entre dezembro e 2013 e fevereiro de 2014, seis pagamentos de R$ 500 mil, num total de R$ 3 milhões.

Ele foi eleito presidente da Mangueira em abril de 2013. O deputado estadual do PSC-RJ chegou a ser preso, mas deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, em 16 de janeiro passado. Chiquinho cumpre prisão domiciliar. A decisão é do ministro João Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).  

Chiquinho é acusado de receber propina de Sérgio Cabral

A família do presidente da República é acusada de ligações com milicianos. O The Intercept publicou longa reportagem sobre o quebra-cabeça. A matéria cita o nome de Adriano Magalhães da Nóbrega, que em 2005 recebeu a mais alta honraria do legislativo fluminense. A medalha Tiradentes foi entregue por indicação do então deputado estadual, hoje senador, Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, apontado como um dos pivôs do escândalo do ‘laranjal do PSL’, homenageou também o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira. A moção foi entregue quando ele já era investigado como um dos autores da chacina de cinco jovens na boate Via Show, em 2003.

– Campeã absoluta, Mangueira exalta Brasil que não te ensinaram na escola

– O vídeo do dedo no ânus postado por Bolsonaro é um difusor de homofobia

– Nem o medo da morte pode nos impedir de honrar a batalha de Marielle Franco

O PM Ronald Paulo Alves Pereira, de acordo com a polícia, é grileiro nos bairros de Vargem Grande e Vargem Pequena, além de ser chefe da milícia de Muzema, no Itanhangá. Foi do Itanhangá que o carro usado no assassinato de Marielle Franco partiu. Adriano e Ronald são suspeitos de chefiar o Escritório do Crime, grupo acusado de envolvimento no assassinato da vereadora.

Flávio Bolsonaro empregou a mãe a esposa do ex-membro do Bope Adriano Nóbrega, suspeito de ter assassinado Marielle Franco. Raimunda Veras Magalhães está entre os citados nas movimentações suspeitas interceptadas pelo Coaf e que envolvem Carlos Queiroz, ex-assessor do filho mais velho do presidente.

Flávio e Bolsonaro ao lado dos PMs Alan e Alex, presos na operação Quarto Elemento

“Quanto ao parentesco constatado da funcionária, que é mãe de um foragido, já condenado pela Justiça, reafirmo que é mais uma ilação irresponsável daqueles que pretendem me difamar”, se defendeu o senador.

Jair Bolsonaro defendeu Adriano Magalhães da Nóbrega – condenado por homicídio. “Brilhante oficial”, foi o que disse o então parlamentar do PP em fala no dia 27 de outubro de 2005, quatro dias após a condenação de Adriano a 19 anos e seis meses de prisão pela morte do guardador de carros Leandro dos Santos Silva, de 24 anos. O crime aconteceu na favela Parada de Lucas, na zona norte do Rio de Janeiro.

“Um dos coronéis mais antigos do Rio de Janeiro compareceu fardado, ao lado da Promotoria, e disse o que quis e o que não quis contra o tenente, acusando-o de tudo que foi possível, esquecendo-se até do fato de ele sempre ter sido um brilhante oficial e, se não me engano, o primeiro da Academia da Polícia Militar”, afirmou Bolsonaro, de acordo com os arquivos taquigráficos da Câmara dos Deputados.

A fala de Bolsonaro ocorreu meses depois do Flávio ter condecorado Adriano com a Medalha Tiradentes.

“É importante saber a quem interessa a condenação pura e simples de militares da Polícia do Rio de Janeiro, sejam eles culpados ou não. Interessa ao casal Garotinho, porque a Anistia Internacional cobra a punição de policiais em nosso País, insistentemente. É preciso ter um número xis ou certo percentual de policiais presos. O Rio é o Estado que mais prende percentualmente policiais militares e, ao mesmo tempo, o que mais se posiciona ao lado dos direitos humanos”, afirmou Jair Bolsonaro.

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Fotos: foto 1: EBC/foto 2: Reprodução


Redação Hypeness
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