Debate

Flávio Bolsonaro apresenta projeto que flexibiliza fábricas de armas no mesmo dia do massacre de Suzano

por: Redação Hypeness

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Enquanto o país assistia atônito ao massacre que matou 10 pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) apresentava em Brasília seu primeiro projeto. O texto enviado à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional  pede autorização para a instalação de fábricas de armas no Brasil.

A ação completa a seleção de frases fora de ordem ditas pelo clã Bolsonaro. Eduardo, irmão mais novo de Flávio, comparou armas com veículos.

“Arma é um pedaço de metal. Faz tão mal quanto um carro. Ou seja, para fazer mal, precisa de uma pessoa por trás dela. Armas não matam ninguém, o que matam são pessoas”, disse.

Flávio apresentou proposta sobre armas no dia do massacre em Suzano

O projeto de 01 – como é chamado o primogênito de Jair Bolsonaro, vai no caminho contrário da legislação atual, assinada por Getúlio Vargas e em vigor desde 1934.

“Fica proibida a instalação, no país, de fábricas civis destinadas ao fabrico de armas e munições de guerra”. O texto de Flávio informa que “fica autorizada a instalação, no país, de fábricas civis destinadas ao fabrico de armas de fogo e munições nos termos deste decreto”.

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Para justificar o projeto, Flávio Bolsonaro argumenta que o decreto em vigor foi pensado no contexto da Revolução de 1930, que tirou do cargo o presidente Washington Luís.

“Apresentamos esse projeto com o objetivo de resgatar o livre exercício dos direitos e simplificar o arcabouço normativo. Bem como corrigindo distorções exigentes na lei atualmente em vigor”.

Entre as alterações propostas pelo parlamentar do PSL está o acréscimo das Forças Armadas, Polícias Civis, Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares, Guardas Municipais, corporações de inspetores e agentes penitenciários, bem como a aquisição direta por parte de integrantes ativos ou inativos destas instituições.

O governo federal é defensor da pauta armamentista

O fato de apresentar um projeto sobre armas no mesmo dia em que pessoas foram mortas a tiros dentro de uma escola em São Paulo deixa clara a já sabida postura armamentista do governo federal.

Em janeiro, o presidente assinou com sua caneta Bic decreto que flexibiliza a posse de armas no Brasil. O chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, demonstrou interesse de abrir o mercado brasileiro para empresas estrangeiras fabricantes de armas de fogo e munições.

Lembrando que o Brasil é o país que mais mata com armas de fogo.

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Fotos: foto 1: EBC/foto 2: Reprodução/NBR


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