Matéria Especial Hypeness

Inovação, conexões e empatia: 8 coisas que aprendi no SXSW 2019

por: Gabriela Rassy

Desde 1987 a cidade de Austin, capital do Texas, celebra a convergência das indústrias de inovação, do cinema e da música. O SXSW segue como o maior festival do mundo para quem pensa em criatividade e nas mudanças do mundo. Conhecido por suas conferências, shows, filmes e boas doses de inovação e tecnologia, o megaevento reúne criativos do mundo há mais de 30 anos.

Esta foi a segunda vez que o time de Hypeness se aventurou no SXSW. Com toda essa bagagem, agora chega o momento de compartilharmos tudo que aprendemos nesta edição e você precisa saber.

Vamos nessa?

1. Trabalho Remoto é o presente e o futuro

O trabalho remoto foi um dos temas discutido dentro da série de painéis Future Workplace. Bem, trabalhar fora do escritório não é nenhuma novidade nem para Dell nem para o Hypeness. Mas para uma porção de pessoas, trabalhar fora do escritório é ainda uma realidade muito distante.

Amigos, os números não mentem: o trabalho remoto cresceu 115% na última década, de acordo com uma pesquisa da Flexjobs. “Foram milhões de dólares que não gastamos, fora as enormes emissões de gases que não emitimos”, garante Amy Forbes Winebright, gerente global de projetos da Dell, empresa que tem boa parte de seu quadro de funcionários trabalhando remotamente. Algumas áreas inteiras – como vendas – trabalham remotamente.

2. Mulheres conquistam espaço e passam a investir em mulheres

Elas chegam cada vez mais à liderança de empresas e abrem negócios de sucesso em todos os setores. A série global Women Funding Women percorre o mundo mostrando a experiência de mulheres investidoras e inovadoras, dando destaque aos investimentos feitos em empresas lideradas por elas e incentivando mais mulheres a investir. No SXSW muitas delas passaram pela casa da Dell Experience para contar sobre suas lutas e conquistas.

3. Documentário brasileiro planeja versão interativa

O documentário “Espero Tua (Re)volta”, que foi premiado no Festival de Berlim ano passado, ganhou um novo projeto no SXSW. A ideia, como o tema do filme, é mais do que educativa: fazer as pessoas se unirem em uma sala de cinema para votarem juntos sobre a sequência do filme. A diretora Eliza Capai teve a inspiração para montar o novo projeto justamente na luta estudantil, objeto de estudo do filme.

A ideia é que os espectadores façam as escolhas, partindo já do narrador do documentário, já no início da exibição. A partir daí, de capítulos em capítulos, o filme seria parado para que todos decidam em assembleia – exatamente como faziam os estudantes nas ocupações que tomaram as escolas públicas de São Paulo – como a história continua. Mais que cinema, um exercício de empatia.

4. Game Of Thrones convida fãs a sangrarem pelo trono

A ação #BleedForTheThrone (“Sangre pelo Trono’, em tradução livre) convocou os fãs de “Game of Thrones” a doarem sangue, viverem algumas horas em um cenário medieval e interagir com atores. Em parceria com a Cruz Vermelha, o espaço era uma imersão real no universo da série, mas com propósito mais do que generoso: ampliar os bancos de sangue para quem precisa.

O sucesso foi tanto que as reservas antecipadas esgotaram em 2 horas! Com sorte – e um tanto de perseverança -, o Hypeness conseguiu estar por lá. E aí, claro, não tinha outra opção além de se espantar com tamanha inventividade naquele verdadeiro teatro a céu aberto. Destaque total para os atores que nos inseriram completamente em Westeros.

5. Música brasileira faz o mundo dançar

Não é de hoje que o Brasil coloca os gringos para dançar. E lá no SXSW nossos conterrâneos fazem sucesso há muitas edições. Desta vez, vimos que nossa imagem é bem mais ampla que apenas samba e Carnaval. A banda Boogarins e seu rock psicodélico foi tocar no festival pela primeira vez em 2014 e simplesmente não conseguiu voltar mais, fixando residência na cidade texana. O quarteto de Goiânia mais uma vez fez diversas apresentações no festival. No show que presenciamos no Hotel Vegas, eles simplesmente venderam tudo que tinham na sua tenda de produtos. Não sobrou um vinil ou camiseta para contar a história.

As baianas poderosas Xênia França e Luedji Luna também fizeram o público se emocionar e dançar ao som de seus mais recentes trabalhos. Karol Conka e Bixiga 70 também não deixaram por menos em shows cheios de energia. Vai, Brasil!

6. Existe um hambúrguer vegetariano que sangra como carne

Consegue imaginar um hambúrguer que tem toda a pinta de carne, mas é vegano? Pois ele existe! A marca Impossible Foods está espalhada pelos EUA inteiro. O Impossible não tem glúten, mas tem tanto ferro e proteína como um hambúrguer de carne. Não é só sabor. É valor nutricional também: 31% de um hambúrguer de 113 gramas é pura proteína. Para os polêmicos de plantão, quem não come carne não é necessariamente por que não gosta do gosto e sim por que não concorda com a indústria. Então, por que não se deliciar com uma alternativa saborosa, saudável e sustentável? Vale provar! Está aprovado por nós e pelo público americano: 70% de quem consome esses lanches por lá não é vegetariano.

7. Os japoneses continuam impressionando na tecnologia

Quando o assunto é tecnologia, o Japão segue brilhando mais que qualquer um. No Trade Show, feira de inovações do SXSW, pelo menos três novidades impressionaram muito. Primeiro um restaurante que, com base no DNA dos clientes, cria sushis com uma impressora 3D específicos para cada corpo. No mínimo surreal!

Ao lado do sushi, outra novidade: um carimbo para cartões de visita, feito a partir de uma foto do rosto. Com um aplicativo, você transforma o retrato clássico japonês em uma imagem 3D que reproduz os traços reais do seu rosto. Muito, muito Black Mirror.

Por fim, um colete com próteses que imitavam os seios da mãe para que os pais também pudessem “amamentar” seus filhos. São ou não geniais?

8. A deputada mais jovem dos EUA tem muito a dizer

Aplaudida de pé pelas mais 2 mil pessoas que lotavam o maior salão de convenções do SXSW, Alexandria Ocasio-Cortez, deputada de 29 anos e recém eleita, falou de economia, justiça social e o que ela aprendeu em seus dois meses dentro do Congresso.

A deputada defendeu a automação e o uso da tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas, teríamos então, mais tempo livre. “A automação poderia significar mais tempo educando a nós mesmos, mais tempo criando arte, mais tempo investindo e investigando nas ciências, mais tempo focado em invenções, mais tempo indo para o espaço, mais tempo aproveitando o mundo em que vivemos. Por que nossa criatividade não deveria estar ligada ao salário”, explicou a deputada de origem latina que é a nova coqueluche da política norte-americana.

Um projeto brasileiro também merece nossa destaque. É o UNI Amazônia, uma ferramenta online para conectar e fortalecer os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, que foi lançada no festival. O projeto do diretor André D’Elia (“Ser Tão Velho Cerrado” e “Amigo do Rei”) e do Vasco Van Roosmalen da Ecam (Equipe de Conservação da Amazônia), em parceria com a O2 e Fernando Meirelles, levou a Austin a líder quilombola Claudinete Colé. Ela foi aplaudida de pé quando falou das dificuldades que moradores da floresta e das dificuldades que eles passam cotidianamente.

De mente e coração aberto, mais do que um festival, o SXSW e a cidade que o recebe se mostraram conscientes e amplos. Encontramos em meio ao Texas as pessoas mais gentis e receptivas que poderíamos desejar conhecer. Por trás do chapéu e da bota tem um clima interiorano, mas muito à frente do nosso tempo. Fica um gosto de quero mais e, principalmente, uma lição: o futuro já chegou e ele se chama empatia.

Hypeness no SXSW 2019, a melhor tecnologia do mundo é a empatia

Pelo segundo ano consecutivo, o Hypeness vai ao SXSW. Esse ano, a Dell embarcou conosco nesse projeto de ir atrás do melhor conteúdo para você. Nossa missão: O que levar do SXSW para melhorar a minha vida e das pessoas que dividem o mundo comigo? 

Que não nos ouçam as ultramáquinas de Inteligência Artificial, mas a única inovação possível é nos humanizarmos cada vez mais. 

Vale muito mais um ser humano que conhece suas potencialidades e seus limites do que qualquer inovação futurística. 

Em nossa nova estadia em Austin, no Texas, queremos abrir ainda mais a cabeça e transformar não só o que o Hypeness entrega para vocês, amigas e amigos leitores. Mas também nossas vidas.

Nossa cobertura é um oferecimento da Dell, que promete inovar a maneira que vemos filmes, séries e esportes com a tecnologia Dell Cinema em seus notebooks.

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Fotos: Yuri Andreoli
Fotos bandas: Gabriela Rassy


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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