Inspiração

Masculinidade confusa, empatia corporativa e outras 5 tendências não óbvias para o futuro

por: Mariana Hochleitner

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Rohit Bhargava, entusiasta e curador de ideias, apresentou sete tendências não óbvias para o futuro. Ele define “tendência” como uma observação singular e única de uma atualidade em transformação a todo instante. E, claro, ele passou pelo SXSW para tentar nos dar alguma ideia do que virá por aí nos próximos anos.

Os paradoxos envolvidos para a desejável mudança de cultura em diversos aspectos da sociedade são muitos. Primeiramente, a ânsia pelo novo e o desafio por inovar sem risco convivem no mesmo ambiente. A empatia é demandada por parte das pessoas para acreditar que o erro faz parte do processo da criação de boas histórias, marcas e produtos e, a curiosidade para aprender deve ser sempre maior do que a preocupação em fracassar. Num presente acelerado, de mudanças e questionamentos constantes, é preciso coragem para sair da zona de conforto.

Bhargava afirma que o segredo do sucesso é pensar no “não óbvio” e ser curador de suas próprias ideias. E ainda apresenta as suas tendências para o futuro, seja dos negócios ou das relações humanas:

1. Retroconfiança (Retrotrust)

Na incerteza em quem acreditar, os consumidores voltam ao passado, para empresas e experiências de marcas que tenham legado ou que eles tenham alguma história pessoal envolvida. Ou seja, a volta dos que não foram. Robit indica oportunidades e o potencial de colaboração entre o “novo” e o “velho”.

2. Masculinidade confusa (Muddled masculinity)

O empoderamento feminino e a reavaliação de gênero tem causado confusão e angústia sobre o que é ser homem atualmente. Aqui, é chegado o momento de darmos as mãos, homens e mulheres, e encorajarmos o não conformismo para chegar à inovação.

3. Inveja da Inovação (Inovation Envy)

Empreendedores, negócios e instituições invejam competidores e abordam a inovação com ansiedade e admiração. Ame ou a odeie. Nesse caso, o jogo é no ataque para vencer.

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4. Influência artificial (Influência artificial)

Criadores, corporações e governos usam criações virtuais para mudar a percepção pública, vender produtos e até transformar fantasias em realidade. Mas sem esquecer que é fundamental deixar nítido o uso desses ingredientes artificias.

5.  Empatia corporativa (Enterprise Empathy)

A empatia se torna um motor que conduz ao novo e um diferencial para produtos, serviços, contratações e experiências. A estratégia é ser, naturalmente, “made with empathy”.

6. Renascença robótica (Robot Renaissance)

Realidade virtual e outras tecnologias combinadas com iniciativas humanas são capazes de gerar transformações inimagináveis e soluções criativas totalmente novas. Num jogo de xadrez, por exemplo, uma IA (Inteligência Artificial) venceu o melhor jogador do mundo. E, combinados, equipes humanas e de IAs já são habilitados para revolucionar a maneira de se jogar xadrez. Imaginem esse potencial combinado em soluções nas mais variadas áreas do conhecimento, inclusive na medicina.

7. A história de backstage (Back storytelling) 

Organizações levam pessoas para o backstage das suas marcas e promovem conversas para conquistar a confiança dos consumidores e também dos funcionários. Uma boa história precisa de um bom motivo para ser contada (não necessariamente tem relação com o produto). Foi assim que o cortador de bananas vendido pela Amazon que, não custa mais de dez dólares, teve milhares de revisões e é sucesso de vendas online.

A frase “I am not a speed reader, I am a speed understander” de Isaac Asimov é usada por Rohit Bhargava como inspiração para seu trabalho de curadoria de ideias. A conclusão tirada desse turbilhão de informações é que existe muito para ser descoberto, mas não adianta ler sem entender e é preciso estar no lugar certo na hora certa. A julgar pela velocidade das transformações, o grande desafio é se manter relevante, desejado e atualizado. Na mesma proporção que é fundamental ser real em nossa humanidade finita e biologicamente limitada, quando comparada à velocidade de aprendizado e retenção de informações das inteligências artificiais. Será que no ônibus para o futuro e nas estradas pelas quais desejamos conduzi-lo, há espaço para todo mundo?

Hypeness no SXSW 2019, a melhor tecnologia do mundo é a empatia

Pelo segundo ano consecutivo, o Hypeness vai ao SXSW. Esse ano, a Dell embarcou conosco nesse projeto de ir atrás do melhor conteúdo para você. Nossa missão: O que levar do SXSW para melhorar a minha vida e das pessoas que dividem o mundo comigo? 

Que não nos ouçam as ultramáquinas de Inteligência Artificial, mas a única inovação possível é nos humanizarmos cada vez mais. 

Vale muito mais um ser humano que conhece suas potencialidades e seus limites do que qualquer inovação futurística. 

Em nossa nova estadia em Austin, no Texas, queremos abrir ainda mais a cabeça e transformar não só o que o Hypeness entrega para vocês, amigas e amigos leitores. Mas também nossas vidas.

Nossa cobertura é um oferecimento da Dell, que promete inovar a maneira que vemos filmes, séries e esportes com a tecnologia Dell Cinema em seus notebooks. 

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Reprodução e divulgação


Mariana Hochleitner
Mariana Hochleitner fez parte do lançamento do Gloob em 2012 e, em 2017, da mais recente aposta da unidade, o Gloobinho, canal dedicado às crianças na fase pré-escolar. Coordenadora de marketing de ambos os canais, entre outras funções, é uma das responsáveis pela comunicação e branding da Unidade Infantil da Globosat. No Instagram, ela é a @mariana_hochleitner


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