Debate

Massacre em escola levou Grã-Bretanha a proibir armas em 1997

por: Redação Hypeness

Sem cerimônia, os britânicos proibiram armas depois de um massacre de crianças em uma escola na Escócia. A medida aconteceu após Thomas Watt Hamilton, de 43 anos, invadir um ginásio, matar 16 crianças e um professor para, em seguida, cometer suicídio.

O caso da Escola Primária de Dunblane marcou o ano de 1996 e provocou mudanças sensíveis na lei. A pressão foi enorme, mais de 700 mil pessoas mandaram um abaixo-assinado ao tabloide britânico The Daily Mail exigindo a proibição de armas de fogo no país.

Meses depois de assumir, o partido trabalhista vetou o comércio de pistolas de todo o calibre. Exceções apenas para armas carregadas com pólvora (consideradas antiguidades), pistolas de ar comprimido e armamentos de interesse histórico, desde que as munições não sejam mais fabricadas.

O massacre foi a gota d’água para proibir armas no Reino Unido

Desde então, a Grã-Bretanha ostenta um dos menores índices de arma de fogo no mundo. Números oficiais apontam que somente 43 pessoas foram mortas por armas de fogo na ilha entre abril de 2009 e março de 2010. Apenas dois na Escócia.

– Número de armas deve triplicar no Brasil em 4 anos

– O massacre de Suzano não pode ser colocado na conta dos videogames

O Brasil segue no caminho oposto. A passos largos. Não bastasse ser o país que mais mata por armas de fogo, a gestão de Jair Bolsonaro é defensora ferrenha das armas. Dias depois da posse, o presidente assinou decreto flexibilizando a posse de armas de fogo.

A ideia é ampliar o mercado armamentista no Brasil e trazer empresas estrangeiras para essas bandas. A bancada da bala está de olho nos passos dados por Bolsonaro para, de pouquinho em pouquinho, afrouxar o cinto.

Nem o massacre de Suzano que tirou a vida de 10 pessoas em São Paulo – foi suficiente para demover os defensores da bala. No mesmo dia do atentado, Flávio Bolsonaro apresentou à  Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional projeto que flexibiliza a instalação de fábricas de armas no Brasil.

Clã Bolsonaro é defensor das armas

Major Olimpio (PSL-SP) disse aos gritos que “a política desarmamentista fracassou”. O senador foi além, “se tivesse um cidadão armado dentro da escola, um professor, um servente, um policial aposentado lá, ele poderia ter minimizado o efeito da tragédia”.

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez uma comparação curiosa entre armas de fogo e veículos. O deputado federal e filho do presidente afirmou que “arma é um pedaço de metal. Faz tão mal quanto um carro. Ou seja, para fazer mal, precisa de uma pessoa por trás dela. Armas não matam ninguém, o que matam são pessoas”.

Publicidade

Fotos: foto 1: Press Association/foto 2: Flickr/FotosBolsonaro

 


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Após ameaças, Felipe Neto ganha de amor ao apoio de personalidades