Ciência

Médico afirma ter curado paciente de HIV de forma definitiva

por: Redação Hypeness

Médicos informam que um paciente europeu infectado por HIV não apresenta sinais do vírus há 18 meses. O caso foi noticiado na revista científica Nature e a pessoa deixou de tomar remédios contra a infecção.

A chamada remissão do HIV se deu após um transplante de células-tronco em 2016. No entanto, de acordo com pesquisadores, ainda é cedo para falar em possível ‘cura’ da doença.

Em caso de confirmação, será apenas a segunda vez na história em que médicos dizem ter curado uma pessoa com Aids. O homem vive em Londres e não teve o nome divulgado.

Se confirmado, será a segunda que médicos dizem livrar alguém da Aids

A razão inicial para o tratamento não foi o vírus, mas sim a luta contra um linfoma de Hodgkin – um tipo de câncer. O paciente fez quimioterapia e recebeu transplante de células-tronco de um doador resistente ao HIV. Com isso, o câncer e o HIV regrediram.

Como o motivo central do não era o vírus, os médicos contraindicam o método para a maioria dos soropositivos. No entanto, o fato é encarado como nova opção para a o estabelecimento da cura.

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“Essa nova descoberta reafirma a crença na existência de uma cura para o HIV. A esperança agora é viabilizar estratégias acessíveis para a produção de antibióticos”, se manifestou Anton Pozniak, presidente da Sociedade Internacional de Aids.

A dificuldade de penetração do vírus aconteceu pelas características do doador. Ele possui células com mutação na proteína CCR5. As duas cópias mutadas do receptor CCR5 impedem a penetração do vírus nas células do corpo passíveis de infecção.

Segundo caso na história

Há dez anos atrás, Timothy Brown, de Berlim, recebeu um transplante de medula óssea de um doador imune ao HIV. Assim como no caso do londrino, o tratamento tinha como objetivo combater uma leucemia.

“Ao conseguir que o HIV se torne indetectável em um segundo paciente, através de uma abordagem similar, nós demonstramos que o caso do paciente de Berlim não foi uma anomalia. Foi a abordagem de tratamento que eliminou o HIV nessas duas pessoas”, afirmou à BBC Brasil Ravindra Gupta, professor da Universidade College London, na Inglaterra, que liderou o estudo.

Todavia, é necessário pontuar novamente os riscos. Em 2014, um soropositivo de Barcelona morreu com o retorno do câncer. Em Boston, nos Estados Unidos, dois casos não tiveram êxito.

“Ninguém duvidou do caso do paciente de Berlim, mas era só uma pessoa. Acho que agora o significado aumenta. Antes, não tínhamos certeza sobre a possibilidade de reprodução dos métodos”, declarou Daniel Kuritzkes, chefe do setor de doenças infecciosas do Hospital da Mulher de Birmingham, nos EUA. Ele não participou do estudo.

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Foto: NIBSC/Science Source






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