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Mulheres acusam tatuador de abuso e levantam alerta importante em BH

por: Redação Hypeness

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A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar denúncias de abuso contra um tatuador com estúdio localizado na região central de Belo Horizonte. Uma mulher procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na terça-feira (19) e prestou queixa.

Pelo menos 40 mulheres utilizaram as redes sociais para relatar situações de abuso durante sessões de tatuagem. O acusado é dono de um estúdio no bairro da Savassi. A delegada Ana Paula Balbino, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, pede que as vítimas procurem a Polícia Civil para a formalização dos registros.

O gatilho foi a declaração da ativista e ex-candidata ao Senado Duda Salabert, que manifestou preferência em se tatuar com mulheres. A publicação recebeu uma série de mensagens de mulheres relatando casos de abuso, incluindo o de Belo Horizonte.

A Polícia Civil de Minas investiga o caso de abuso

A ativista criadora da ONG Transvest, explicou ao G1 que recebeu “mais de 100 mensagens, envolvendo todo o estado, e mais de 40 delas foram sobre esse estúdio da Savassi”.

“Duda, aconteceu o mesmo comigo. Fui fazer tatuagem e [nome não revelado] ficava o tempo todo encostando no meu peito, parecendo que sujava de propósito para poder passar a mão depois”, disse uma.

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O Estado de Minas publicou o depoimento de outra mulher. Ela afirma que foi abusada em 2016 no mesmo lugar.

“Eu fiz uma tatuagem em 2016 bem abaixo do umbigo, onde a calcinha tampa. O tatuador falou que era melhor se eu tirasse a calcinha ao invés de puxar. Fique meio incomodada, mas tirei. Foram umas três, quatro horas de sessão e toda hora sentia que ele estava pressionando a mão dele na minha vagina”, pontuou.

A Polícia Civil não revelou a quantidade de denúncias formais e preferiu silêncio para “não atrapalhar nas investigações”.

Nas redes sociais, Leandro Caldeira, um dos acusados, negou os abusos. Ele declarou ainda que trabalha no ramo há 20 anos, sem nenhuma mácula no currículo. O tatuador afirmou que vai registrar Boletim de Ocorrência “para apurar todas as calúnias, injúrias e difamações” contra o nome dele.

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As investigações sobre as Denúncias de abusos sexuais contra um dos tatuadores de um estúdio localizado na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, continuam. A delegada Ana Paula Balbino, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, orienta as mulheres que tenham sido vítimas do homem a procurar a Polícia Civil para realizar o registro. Ao menos, 40 mulheres utilizaram as redes sociais para relatar terem sido vítimas do homem enquanto realizavam uma tatuagem. O número de pessoas que formalizaram as denúncias junto a polícia não foi divulgado pela Polícia Civil. Segundo a corporação, as informações estão sendo mantidas em sigilo para não atrapalhar as investigações. As histórias vieram à tona depois que a ativista e professora de literatura Duda Salabert, que também foi candidata ao Senado nas últimas eleições, utilizou o Instagram para falar sobre sua preferência em tatuar com profissionais mulheres. Depois da publicação, recebeu diversas mensagens de mulheres relatando casos de abusos, entre eles, os casos da empresa da capital mineira. Equipes da Polícia Civil iniciaram nessa terça-feira diligências, consideradas imprescindíveis pela corporação. Entre as histórias recebidas pela ativista, grande parte relatava um profissional que trabalha no estúdio na Savassi. Os relatos são de casos que ocorrem desde 2012. Em contato com a reportagem, Duda afirmou que está em contato com uma promotora do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para ver qual atitude será tomada dentro da rede de proteção à Mulher. Leia mais neste post. Fonte: EM.com.br #mulheres #abuso #assedio #tatuagem #denuncia #bh #belohorizonte #respeito

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Foto: Agência Minas/Reprodução


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