Matéria Especial Hypeness

Provamos o hambúrguer vegano que sangra e conquistou os amantes da carne nos EUA

por: Rafael Nardini

Você pode ter ouvido falar do Impossible Burger, um hambúrguer vegetal que sangra e chia (Xiiiiiiiii) quando cai na chapa. Como é feito de plantas, tem uma pegada ambiental muito menor do que a clássica de carne bovina. Isso sem nem lembrar do sofrimento animal, claro.

O principal é que a coisa faz sucesso. Já são 1,3 mil restaurantes espalhados pelos Estados Unidos que servem o tal hambúrguer impossível. E, pasme: 70% de quem come os lanches de hambúrguer vegetal são, na realidade, fãs da proteína animal. Em Austin, onde o Hypeness está cobrindo o SXSW, eles são encontrados em diversos restaurantes e lanchonetes. Comi a iguaria no elegante The Grove Wine Bar.

Sabe aquela velha desculpa de “ah, mas veganos e vegetarianos não consomem toda a proteína que precisam”. M-E-N-T-I-R-A. O Impossible não tem glúten, mas tem tanto ferro e proteína como um hambúrguer de carne. Não é só sabor. É valor nutricional também: 31% de um hambúrguer de 113 gramas é pura proteína.

O que é o Impossible Burger mesmo?

Impossible Burger do The Grove Wine Bar, em Austin, antes de ser devorado

Impossible Burger do The Grove Wine Bar, em Austin, antes de ser devorado

O Impossible Burger é fabricado pela Impossible Foods, empresa baseada no Vale do Silício, que foi fundada por um professor Ph.D da Universidade de Stanford. Bill Gates é dos seus investidores. Portanto, é verdade que quando você saboreia o Impossible Burger você está comendo um suculento pedaço de ciência e investimento em tecnologia.

A receita é nova e, segundo a empresa, ainda mais satisfatória como substituto não só do sabor, mas da textura da carne. “Trocamos proteína de trigo por soja, um pouco de óleo de coco por girassol e introduzimos um novo aglutinante”, explica a Impossible Burger.

Tá, mas e o sabor?

Sou vegetariano há mais de 10 anos. Mas na minha adolescência devo ter comido uma quantidade tão grande de Cheddar McMelt capaz de inundar o oceano Atlântico inteiro. Eu realmente era fascinado pelo número 4 do McDonald’s. Duas, três vezes por semana. Sem medo de ser feliz.

O exterior do hambúrguer é revestido com óleo de coco, por isso é bastante crocante, queima mesmo parecendo uma carne que foi colocada em uma chapa muito, muito quente para fritar. Por dentro, lá estava ele: macio e rosado. O tradicional bife ao ponto, que tanto pedi na minha adolescência. E, cara, é realmente delicioso.

O ingrediente secreto do hambúrguer é uma substância conhecida, em inglês, por heme. A empresa diz que o tal heme “é o único responsável pela explosão de sabores que resultam quando a carne é cozida”. E aí que os cientistas da Impossible descobriram uma forma de produzirem a proteína heme e torná-la a espinha dorsal de seu hambúrguer 100% à base de vegetais. Por isso, a tal sensação de estar saboreando um naco de carne.

“Nós quebramos o código molecular do sabor de carne bovina”, contou David Lipman, Chief Science Officer da empresa à CNN. “Quando você toma carne crua, realmente não tem muito sabor. Quando você começa a cozinhá-la, sem tempero, ela começa a ter seu sabor. Que tipo de mágica está acontecendo lá?”. É heme o segredo.

O pecado capital de qualquer vegetariano iniciante é tentar buscar o sabor da carne em substitutos. Lá atrás, 10, 9 anos atrás eu estive atrás dessa sensação. Mas não vale a pena. Não faça isso porque simplesmente não é assim que funciona. Nunca procuro um hambúrguer que pareça carne. Realmente não me faz falta alguma, para ser sincero. E, justamente por isso, o hambúrguer conseguiu o impossível: me fez sentir prazer comendo algo que para mim é um enorme parte do passado. Mas se for essa a forma de as pessoas fazerem a transição para uma alimentação mais saudável e menos cruel, só te digo uma coisa: abrace a sua oportunidade.

Hypeness no SXSW 2019, a melhor tecnologia do mundo é a empatia

Pelo segundo ano consecutivo, o Hypeness vai ao SXSW. Esse ano, a Dell embarcou conosco nesse projeto de ir atrás do melhor conteúdo para você. Nossa missão: O que levar do SXSW para melhorar a minha vida e das pessoas que dividem o mundo comigo? 

Que não nos ouçam as ultramáquinas de Inteligência Artificial, mas a única inovação possível é nos humanizarmos cada vez mais. 

Vale muito mais um ser humano que conhece suas potencialidades e seus limites do que qualquer inovação futurística. 

Em nossa nova estadia em Austin, no Texas, queremos abrir ainda mais a cabeça e transformar não só o que o Hypeness entrega para vocês, amigas e amigos leitores. Mas também nossas vidas.

Nossa cobertura é um oferecimento da Dell, que promete inovar a maneira que vemos filmes, séries e esportes com a tecnologia Dell Cinema em seus notebooks.

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Yuri Andreoli (Massiv) e Divulgação


Rafael Nardini
Editor e repórter com dez anos de jornalismo digital. É torcedor de arquibancada, fake de músico, comprador de vinis esquisitos e curioso na cozinha. Toca em projetos autorais de folk, mas passa o dia todo ouvindo rap. Acredita piamente que Kendrick Lamar é o Bob Dylan dos anos 2010.

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