Debate

‘Brasil não pode ser país do mundo gay. Temos famílias’, diz Jair Bolsonaro

por: Redação Hypeness

Nesta quinta-feira (25), em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro afirmou que, em 2009, começou a “tomar pancada do mundo todo” por condenar o inexistente kit gay. “Eu comecei a assumir essa pauta conservadora. Essa imagem de homofóbico ficou lá fora”, negando a influência da fala em investimentos.  “O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias”, disse.

No ano passado, uma parceria foi firmada entre o  Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e a Câmara de Comércio e Turismo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) do Brasil.

Declaração homofóbica aconteceu em encontro com jornalistas

O objetivo era promover a imagem do Brasil como destino gay-friendly no mercado nacional e internacional, além de conscientizar prestadores de serviços turísticos para evitar o preconceito no atendimento a esse público.  O termo “gay-friendly” é usado para se referir a lugares, políticas, pessoas ou instituições que buscam criar ativamente de um ambiente confortável para as pessoas LGBTQ. A cada 10 turistas no mundo, um faz parte desse segmento e cerca de 15% da movimentação financeira turística mundial é gerada por este público, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT).

A fala já repercutiu internacionalmente, no The Guardian e na BBC News, por exemplo. Resta acompanhar a reação dos governos ao redor do mundo.

Nesta sexta-feira (25), os ataques do governo aos LGBTQ continuaram. O Planalto se reuniu com agências de publicidade e determinou que palavras como “lacrou” e outras gírias do grupo estão proibidas em peças publicitárias estatais. A proibição ocorre após a censura pelo presidente de uma campanha do Banco do Brasil.

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