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Colamos nesta plantação para entender o beabá das batatas fritas

por: Rafael Oliver

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Crocantes, salgadinhas, irresistíveis. As batatas chips, nome dado a preparação culinária de fatias fininhas de batatas, fritas até ficarem crocantes, foi registrada pela primeira vez na história em 1822, no  livro de receitas The Cook’s Oracle, que virou best-seller nos EUA e Inglaterra.

Com o passar dos anos, foi ganhando adeptos, se tornou popular no mundo todo até que começou a ser produzida em escala industrial. Hoje, a batata chips é um dos alimentos mais consumidos no mundo.

Mas você já parou para pensar como elas são feitas? Como saem da terra e vão parar dentro daquele saquinho? Será que o produto que comemos, é batata de verdade? O Hypeness foi até a região da Lapa, Paraná, em uma das plantações das batatas Lays, para mostrar todo o processo, da colheita até empacotamento. E o que vimos foi fascinante.

É de impressionar a quantidade de gente envolvida, a habilidade e o empenho dos trabalhadores, a logística para tudo acontecer como previsto, a imensidão das máquinas de última geração, a tecnologia presente nos mínimos detalhes e a preocupação da empresa em manter um produto de qualidade.  

Tudo começa em uma fazenda no município da Lapa, região metropolitana de Curitiba, numa terra arrendada por uma família que há três gerações se dedica ao cultivo de batatas. “Há 50 anos meu avô já cultivava batatas. Quando eu tinha 5 anos meu pai vendeu o primeiro lote de batatas pra uma multinacional. Antigamente eram os cavalos que puxavam as batatas. Hoje são essas máquinas modernas que vocês estão vendo”, conta Alexandre Dzierwa, produtor parceiro da PepsiCo.

As sementes são previamente selecionadas para o tipo de batata que os produtores esperam colher. A PepsiCo também contribui para o fornecimento de sementes adequadas, que são exclusivas para a manufatura de produtos das marcas da companhia.

O ciclo da batata dura 4 meses. Após a colheita, o mesmo solo não pode mais ser usado para a plantação de batatas por 4 anos. Os produtores precisam então procurar e arrendar outra terra no final de cada colheita.

Marcelo Zanetti, Diretor de Agronegócios da Pepsico e Alexandre Dzierwa

Nós acompanhamos de pertinho uma manhã inteira de colheitas. De cima de uma colheitadeira belga, vimos 5 toneladas de batatas sendo puxadas da terra. Junto conosco, alguns funcionários operavam a máquina, enquanto outros faziam a primeira seleção de batatas, dispensando os tubérculos defeituosos, pedaços de terra e raiz.

Próxima etapa. Perto de lá, na beneficiadora, que também pertence a família de produtores, a batata é lavada, separada e preparada para o transporte até a fábrica. Ali acompanhamos o primeiro dos muitos testes de qualidade. E pudemos experimentar a fatia de batata Lays mais fresca do mundo, que foi fritinha ali, pouquíssimo tempo depois de ser colhida. Um verdadeiro privilégio.

No dia seguinte, logo pela manhã, fomos conhecer a fábrica da PepsiCo em Curitiba. Uma área imensa, onde também são produzidos outros salgadinhos da Elma Chips. Chegamos ao descarregamento, onde chegam as mesmas batatas que vimos serem colhidas no dia anterior. Logo de cara, uma imagem chocante e inusitada. Jamais poderíamos imaginar o método utilizado para descarregar as 30 toneladas de batata de dentro de um caminhão. Eles simplesmente (ok, nem tão simples assim) suspendem o caminhão, tombando as batatas na esteira que conduz o alimento para dentro da fábrica.

Primeiro, as batatas são descascadas. Passam pelos pellers, uma espécie de escova, que com o atrito, faz a remoção das cascas. Logo depois seguem para os fatiadores. Os cortes são milimétricos, pois seguem um padrão internacional. Uma última lavagem é feita para o equilíbrio da umidade.

Chegamos na parte final. As batatas são fritas, passam pela última seleção e por um escaneamento de segurança, que inclui raio-x, infravermelho e até um ímã gigante pra garantir que você não encontre nada além de batatas no saquinho. Depois disso,  elas são salgadas e empacotadas. As mesmas batatas que vimos no dia anterior, já estavam ali, na embalagem, pronta para serem distribuídas. 

Aline Gouveia, Gerente de Manufatura da fábrica, explicou que todas as batatas não utilizadas tornam-se ração animal e 100% do resíduo sólido é reaproveitado. A reutilização da chuva também é uma das medidas sustentáveis da empresa, que possui diversos programas voltados à sustentabilidade e trabalha para reduzir ao máximo o impacto ambiental. Em relação ao ano passado, houve uma redução de 32% no consumo de água e 22% no consumo de energia.

 

Podemos afirmar que a batata é sim de verdade. E que jamais imaginávamos a imensidão de todo esse processo.  É um trabalho fantástico que merece ser valorizado. São muitos os profissionais envolvidos, do campo até a fabrica, para que cada um desses pacotinhos sejam fabricados, oferecendo aos brasileiros o mesmo padrão de qualidade internacional.

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Viagem e visita realizadas a convite da Pepsico.

Agradecimentos: Marcelo Zanetti, Aline Gouveia, Anna Carolina Teixeira e Juliana Teixeira.


Rafael Oliver
Publicitário de formação, com passagens por grandes agências, também atua por vocação na área da comédia. É redator, roteirista e humorista . Encontrou em San Diego, na Califórnia, seu segundo lar. Está sempre por lá. Vive uma busca incessante por novas experiências. E está longe de parar.

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