Tecnologia

Como os algoritmos estão ajudando a preservar a Mata Atlântica

por: Redação Hypeness

Muitas iniciativas individuais já buscam soluções para a recuperação da Mata Atlântica. É o caso do Insituto Terra, criado pelo fotógrafo Sebastião Salgado e pela sua esposa, a editora e produtora Lélia Wanick, que recupera uma área de mais de 7 mil hectares degradados; ou de José Cícero da Silva, que há 30 anos resgata sementes nativas da Mata Atlântica. Há ainda projetos como o do acampamento José Lutzenberger, do MST, que concilia a produção de alimentos orgânicos com o resgate de uma área degradada em Antonina, no Paraná. Agora, os pesquisadores colocaram algoritimos para atuar em prol dessa causa.

Acredita-se que restem apenas de 22% a 28% da cobertura original do bioma, considerado um dos mais desmatados do Brasil. Uma equipe internacional liderada pelo pesquisador Bernardo Strassburg, da PUC-Rio, com apoio do Instituto Serrapilheira, usou a tecnologia para encontrar áreas prioritárias no restauro da Mata Atlântica.

Com essa premissa, os pesquisadores publicaram um estudo na revista científica Nature Ecology & Evolution. Para chegar aos melhores resultados, o grupo mapeou 362 possíveis soluções e cenários, levando em conta fatores como a conservação da biodiversidade, mitigação de mudanças climáticas e redução de custos de recuperação da mata.

Como os algoritimos podem ajudar

O Código Florestal brasileiro (Lei nº 12.651, de 2012) determina que cada imóvel rural localizado na Mata Atlântica possua ao menos 20% de área coberta por floresta nativa. Caso contrário, os proprietários são responsáveis pela restauração da mata, estando sujeitos a perda de benefícios caso não o façam.

Porém, a pesquisa chegou à conclusão de que deixar que cada proprietário restaure suas próprias terras não é a melhor solução visto que, dessa forma, as áreas de floresta seriam pulverizadas e não estariam necessariamente conectadas entre si. Além de ter um custo maior, os benefícios ecológicos seriam reduzidos.

Diante disso, o algoritimo aponta que os proprietarios poderiam compensar a recuperação da mata de suas propriedades realizando o restauro em áreas prioritárias, o que é permitido pela lei. Se fossem adotadas as melhores soluções para cada faixa da Mata Atlântica, o estudo aponta que poderia-se atingir uma redução de 450 milhões de toneladas de gás carbônico lançadas na atmosfera e uma redução de 308 nas espécies extintas. Além de tudo, a solução seria mais barata, cortando em US$ 4 bilhões os custos com o restauro.

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