Debate

Condenado a prisão por injúria contra Maria do Rosário, Gentili fala em ‘liberdade de expressão’

por: Redação Hypeness

Danilo Gentili foi condenado a seis meses e 28 dias de prisão em regime semiaberto. A decisão é da 5ª Vara Criminal de São Paulo, que analisou injúria à deputada federal Maria do Rosário Nunes. Ele pode recorrer em liberdade.   

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A juíza federal Maria Isabel do Prado diz que Gentili injuriou a deputada federal “ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, atribuindo-lhe a alcunha de ‘puta’, bem como expôs, em tom de deboche, a imagem dos servidores públicos federais e seu respectivo órgão, ou seja, a Câmara dos Deputados”.

Danilo, que esfregou pedido de conciliação nas partes íntimas, alega liberdade de expressão

O processo iniciou em 2016, quando o apresentador do SBT publicou uma série de postagens no Twitter ofendendo a deputada. Gentili chegou a receber um pedido de conciliação extrajudicial para que apagasse as postagens e respondeu com um vídeo onde aparece esfregando o documento em suas partes íntimas.

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Danilo Gentili, em um primeiro momento, levou na brincadeira. “Quem vai levar meu cigarro?”, escreveu no Twitter. Ele ainda gravou um vídeo ao lado de sua equipe do programa The Noite brincando que iria demitir quem não fosse visitá-lo.

Mais tarde, emitiu nota citando a liberdade de expressão e o apoio dos amigos.

“Ao público, aos amigos e aos jornalistas, comediantes e artistas que após a minha condenação à prisão manifestaram apoio à liberdade de expressão: muito obrigado! Nunca esquecerei disso. Aos comediantes e artistas que pedem liberdade para político criminoso e chilicam contra uma possível repressão num possível futuro, mas que estão bem quietinhos agora: muito obrigado também por provarem que o meu ponto de vista é verdadeiro”.

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Ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, reafirmou não ter feito nada de errado.

“Ainda que por acaso, a gente está no Brasil, nunca se sabe o que vai acontecer, ainda que por acaso não caiba recurso ou o recurso seja negado e eu vá preso, eu prefiro ir preso que me ajoelhar para patrulha. Eu vou estar sempre fazendo o que estou fazendo, porque eu não acho que fiz nada de errado. Acho que, às vezes, é uma obrigação desrespeitar a patrulha e o autoritarismo onde quer que ele esteja”.

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Foto: Reprodução


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