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Hambúrguer, jujubanza e chimarronha: 7 produtos de maconha que são uma brisa psicodélica

por: Rafael Nardini

Se alguém me dissesse há 10 anos que teríamos a maconha como uma das indústrias mais criativas e inovadoras do planeta, provavelmente diria que essa pessoa estava viajando completamente.

Mas, amigos, é verdade. Eu mesmo provei, em março de 2019, durante a cobertura do SXSW, em Austin, um delicioso sorvete com infusão de CBD, o famoso canabidiol, a porção com efeitos medicinais da planta.  Isso em pleno Texas, o paraíso dos conservadores e amantes de armas.

Desde que o Colorado decidiu legalizar a maconha recreativa em 2014, a verdade é que uma onda verde varreu a maior potência do planeta. E como ninguém, os norte-americanos sabem exploram as nuances, as pirações, as maluquices e criar uma série de produtos. A mudança de comportamento em relação à planta é muito mais do que consistente. Segundo pesquisa recente, 87% dos chamados milleannials acreditam que o álcool é mais danoso que a plantinha. E, bem, segundo a ciência, eles estão cobertos de razão. Em Nova York, o uso de maconha como terapia ao vício de opiódes é lei. Seattle e o estado da Califórnia decidiram limpar a ficha criminal de antigos crimes relacionados à maconha.

Ou seja: o cenário mudou nos EUA e é hora de explorar o mercado. Hora de fazer dinheiro, mas também de gerar renda, de evitar prisões, famílias destroçadas e toda sorte de erros que seguem tão comuns aqui no Brasil.

Abaixo você confere alguns dos produtos que são mais ousados, diferentões e, claro, um tremendo sucesso com o público. Bora?

1. Hambúrguer com infusão de maconha

A rede de fast food americana Carl’s Jr. tomou a dianteira e criou o Rocky Mountain High: CheeseBurger Delight. A novidade é que a carne do novo lanche é preparada com uma infusão de cannabis.

Inicialmente, o lanche será vendido em Denver, no Colorado, o primeiro estado americano a legalizar o consumo recreativo da maconha, em 2014. A data de estreia? 20 de abril, o famoso 4/20. Mas engane-se que acha que a inovação é passageira. Se o Rocky Mountain High se sair bem nas vendas, o lanche pode continuar no cardápio da rede de fast food e acabar se expandindo para o país todo.

De acordo com vice-presidente de marketing da empresa, Patty Trevinoa Carl’s Jr já tinha em mente o lançamento especial de seu hambúrguer com canabidiol (CBD) desde o começo deste ano.

2. Uruguai aguarda ansioso pelo ‘chimarronha’


Uma empresa uruguaia desenvolveu um chimarrão feito com maconha. É claro que não conseguimos evitar chamá-lo de ‘chimaconha’. É tentador demais para deixar passa. A bebida, no entanto, não tem efeitos psicoativos, já que é baseada (desculpem o trocadilho) no CBD, a substância considerada medicinal da erva.

Segundo a BCBD Medicinal, a bebida pode se tornar uma antídoto contra as enxaquecas. Isso se dá pela ausência de mateína e cafeína, presente tradicionalmente na erva.

“O canabidiol é um estimulante do sistema nervoso central, então pode ajudar em muitos problemas, como a dor de cabeça”, comenta Alfonso Vilardo, encarregado de cultivos da empresa.

3. Sexxpot, o estimulante sexual feminino com THC

Sexxpot, esse é o nome da produção de um tipo específico de maconha voltada para ajudar as mulheres a atingirem o orgasmo. A empresa diz que seu produto contribui para que as mulheres se sintam mais relaxadas e menos inibidas.

Segundo Karyn Wagner, responsável pelo desenvolvimento do novo tipo de maconha, o estímulo sexual ocorre pelo equilíbrio nos níveis de THC. Com apenas 14% de THC (a maconha normalmente comercializada nos EUA tem em torno de 20%), as mulheres ficam menos ‘doidonas’, mas com o apetite sexual intacto.

Para a especialista nos efeitos da maconha no corpo humano, Eloise Theisen, o baixo nível de THC ajuda no balanceamento dos hormônios. “As mulheres toleram menos THC. O  Sexxpot vai agir em partes do cérebro responsáveis pelas sensações de dor e humor”.

4. ‘Jujubanza’ é hit no Colorado

A empresária americana Nancy Whiteman, de 60 anos, abandonou a empresa de finanças em que trabalhava para investir em um mercado novo e promissor. Resultado: acabou fundando a Wana Brands, empresa de jujubas que têm maconha em sua receita. E, sim, os doces dão barato.

O sucesso da empresa do Colorado foi tanto que o faturamento só cresce. Foram 14,5 milhões de dólares em 2017 e cerca 16 milhões de dólares no ano passado. Só aguardamos para que a ideia chegue aqui. Ninguém merece viver em um mundo em que o nome “jujubanza” (criação nossa aqui do Hypeness, não nos copiem, por favor…) não foi empregado.

5. Perfume de cannabis é a sensação do verão

Uma marca de perfume do Reino Unido criou o que chamou de “O Cheiro do Verão”  e começou a disponibilizar um perfume com um potente cheiro da natureza: o cheiro de maconha. O Carolina Herrera 212 Men Party Fever promete aos seus usuários um toque “arriscado”, sugerindo o espírito controverso da planta através do perfume.

6. ‘Pimentonha’ é a prova de que a maconha está por toda parte

Quando alguém perguntar se você está meio avoado, meio desconexo ou talvez esteja com verdadeira larica, você pode explicar: “Cara, acho que botei muita pimenta na comida”. Sim, é isso aí mesmo: criaram um molho de pimenta Sriracha feito com infusão de THC, a principal substância psicoativa da maconha.

Cerca de 100mg de óleo de THC são adicionados ao molho e outros diferentes temperos, pimentas e ingredientes artesanais. O resultado é THC Infused Sriracha, cria da Fairwinds – empresa de produtos derivados da maconha. E tem mais: Pesquisas sugerem que molhos picantes estimulam a produção de endorfina e dopamina, que somados ao efeito do THC em uma “onda” realmente especial. No mais, trata-se de uma receita vegana, kosher, sem glúten e sem qualquer ingrediente transgênico.

7. Avião de maconha? Já existe!

A empresa canadense Hempearth, especializada em produtos derivados da planta, recentemente anunciou o primeiro avião feito e movido inteiramente por maconha. Todas as peças que compõem a aeronave, dos assentos às asas, passando pela estrutura e chegando até aos travesseiros foram feitas da erva. O avião “de maconha” é também movido por um combustível 100% feito a partir da maconha.

A fibra da maconha é um material incrivelmente versátil e resistente, 10 vezes mais forte que o aço. Esse material aguenta muito mais peso e, ao mesmo tempo, é muito mais leve e flexível do que, por exemplo, o alumínio ou a fibra de vidro. Além disso, trata-se de um material que quase não agride o meio ambiente em sua produção, exigindo pouca água para ser plantado e ainda alimentando o solo de volta com nutrientes. O avião possui cerca de 11 metros de envergadura e carrega até 4 passageiros. Quem brisa, fala aí?

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Divulgação


Rafael Nardini
Editor e repórter com dez anos de jornalismo digital. É torcedor de arquibancada, fake de músico, comprador de vinis esquisitos e curioso na cozinha. Toca em projetos autorais de folk, mas passa o dia todo ouvindo rap. Acredita piamente que Kendrick Lamar é o Bob Dylan dos anos 2010.

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