Ciência

Luto de gorilas por morte de membro da ‘família’ é registrado por fotógrafo

09 • 04 • 2019 às 09:43
Atualizada em 09 • 04 • 2019 às 11:16
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

A tristeza e o luto diante da morte de um ente próximo é um sentimento tão natural e inevitável que atinge não só a todos os seres humanos, como até mesmo a outras espécies de animais. Um fotógrafo registrou entre os gorilas do Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, uma cena que comprovadamente ilustra o luto e a dor de um grupo de animais diante da morte de uma fêmea e um macho. Os outros gorilas cheiraram, manipularam, lamberam e se sentaram ao lados dos corpos.

Segundo os cientistas da Dian Fossey Gorilla Fund, instituição responsável por proteger os gorilas e seus habitats, os laços afetivos e sociais entre os animais são reconhecíveis diante da morte – quanto mais forte os laços com os animais falecidos, mais intensa e longa é a interação com os cadáveres, acontecendo de passarem mais de um dia ao lado dos mortos. O filho da gorla fêmea recém falecida tentou mover a cabeça da mãe e chegou a tentar mamar, mesmo já tendo passado há tempos do desmame.

Essa não é a primeira vez que tais rituais e processos são registrados, com reações intensas de gritos e batidas no peito pelos gorilas quando assimilam a morte de um companheiro. Os dois animais falecerem recentemente por conta de uma doença, e essa é a maior preocupação das cientistas diante de tais rituais: a transmissão de doenças como Ebola entre os gorilas podem se intensificar por conta dos rituais de luto.

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© fotos: divulgação


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