Sustentabilidade

Mais de 1,1 mil golfinhos são encontrados mortos no litoral da França

Vitor Paiva - 03/04/2019 | Atualizada em - 04/04/2019

Além do imenso impacto que a pesca industrial provoca por si na vida marinha, diversos outros animais se tornam vítimas colaterais dessa indústria e suas práticas – muitas vezes simplesmente enroscando-se nas redes de pesca. Recentemente na Baia de Biscaia, ponto na costa atlântica francesa, mais de 1,1 mil golfinhos apareceram mortos nas praias da região entre os meses de janeiro e março desse ano. 90% animais foram encontrados mutilados de forma extrema, com partes inteiras de seus corpos faltando.

Segundo ativistas, a mutilação se dá pelos pescadores, a fim de preservar e poder reutilizar as redes de pesca nas quais os animais acabam capturados. O número de animais mortos dessa forma no início de 2019 já superou o recorde de todo o ano passado, que por sua vez já havia sido o mais alto em 40 anos. “São golfinhos jovens, saudáveis, com estômago cheios de peixe. Eles estavam se alimentando quando foram presos pelas redes”, disse Lamya Essemlali, diretora do grupo pelos direitos animais Sea Shepherd.

Diante do quadro o ministro da ecologia da França, François de Rugy, anunciou com urgência a necessidade se aumentar a conscientização pública sobre a morte dos animais e a necessidade de criação do primeiro plano de ação para proteger baleias e golfinhos no país. O consumo de peixe no mundo praticamente triplicou nos últimos 50 anos, de acordo com a Comissão Europeia – um número que se tornou insustentável por si, e que pode levar outros animais marinhos à extinção.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutor em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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