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O que bombou no Lollapalooza 2019

por: Rafael Oliver

O Lollapalooza foi originalmente criado em 1991 por Perry Farrell, ex-vocalista da banda Jane’s Addiction. Inicialmente realizado nos Estados Unidos e Canadá, ganhou sua primeira versão internacional no Chile, em 2011. No ano seguinte, chegou ao Brasil. De lá pra cá, o evento é sucesso todos os anos. Dezenas de bandas internacionais e brasileiras se reúnem no evento musical que mistura rock, pop, rap, eletrônico, raggae e até funk. Esse ano não foi diferente. Apesar do mau tempo no sábado, o público curtiu diversas atrações e pode ver de pertinho seus maiores ídolos.

Os Tribalistas

Arctic Monkeys

Tribalistas e Arctic Monkeys marcaram primeiro dia.

Após 15 anos separados, os Tribalistas se reuniram em 2017 para matar a saudade dos fãs. E quem pode assistir ao show da banda no Lollapalooza pode se sentir privilegiado: eles anunciaram novamente o fim da turnê e uma nova separação. O primeiro grande show do Lolla levantou o público, que cantava junto os grandes hits da banda. Mesmo com falhas técnicas e falta de interação da banda com a plateia, valeu a pena ver Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown juntos novamente.

Arctic Monkeys era a atração mais aguardada da sexta-feira. O show começou as 21h, mas as 8 da manhã já tinha fã guardando seu lugarzinho colado na grade. Mas valeu a pena esperar. O espetáculo agradou a multidão. Apesar de estar trabalhando em um novo disco, a banda escolheu músicas mais conhecidas para embalar a plateia no começo do show. E embalou. Milhares de pessoas lotaram o palco principal.

Os Tribalistas

Chuva forte e alerta de raios no segundo dia.

A programação do Lollapalooza foi interrompida no sábado. Por conta do mau tempo, a produção do evento conduziu o público para a área de evacuação.

Por volta das 15h, os quatros palcos interromperam a programação. A orientação era para que as pessoas se afastassem das estruturas metálicas. Rashid, Lany e Dubdogz tiveram shows interrompidos. Silva e Chemical Surf foram cancelados. Após mais de duas horas, a programação foi retomada.

Responsável pela segurança do evento,  o Capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, garantiu que o Lollapalooza tem todas as condições de segurança e autorizações exigidas pela corporação: “O evento e o Autódromo têm todas as condições de segurança garantidas para situações climáticas e incêndios. A única situação que haveria uma possibilidade de evacuação seria em um evento fora do comum, como ameaça de bomba.”

Post Malone

Bigodin finim, cabelim na régua.

O rapper americano Post Malone foi a grande atração do sábado. Não só dentro do festival, mas também nas redes sociais. O show foi compartilhados por milhares de pessoas e acabou viralizando. Sem dúvidas a participação do brasileiro Kevin O Chris, funkeiro resposável por hists do Baile da Gaiola, contribuiu para esse feito. Malone surpreendeu com passinhos de funk e levou o público ao delírio quando cantou o famosos hit Congratulations.

Post Malone

Baile de favela.

Não foi só Post Malone que aproveitou a popularidade do nosso funk para garantir o sucesso do show. O DJ americano Steve Aoki resgatou o “Baile de Favela” para sacudir a multidão. “Bela ciao”, “Why are we so broken” do Blink 182 e “We are the champions” também fizeram parte do set.

Steve Aoki

Depois da tempestade vem a gritaria.

Após toda a confusão causada pelo mau tempo, o show de Lenny Kravitz refrescou os ânimos no festival. “Obrigado por terem ficado na chuva o dia inteiro. Eu realmente tenho que agradecer vocês por isso”, disse o cantor ao subir no palco. Há anos sem emplacar um novo hit, Kravitz provou que o rock vintage está mais vivo do que nunca. “Fly Away”, “American Woman”, “Get up, Stand Up, de Bob Marley foram algumas das canções que causaram histeria e emocionaram os espectadores.

Lenny Kravits

Mais voz aos brasileiros

Letrux e Iza se destacaram no domingo, provando que o Brasil merece sim ter mais espaço no festival. Ao todo foram 32 bandas nacionais. Um número significativo e em relação às edições anteriores: no ano passado apenas 24 bandas eram brasileiras. Scalene, Duda Beat e Gabriel O Pensador também fizeram bonito. “Estamos valorizando mais nossos artistas. O Lollapalozza é um festival de tantas cores. Que o verde e amarelo se faça cada vez mais presente”, disse uma espectadora.

Iza e Falcão.

Duda Beat

Kendrick Lamar: “Finalmente estou aqui!”

Demorou mas chegou. Lamar é considerado um dos rappers mais influentes da atualidade. Nunca escondeu a vontade de se apresentar no nosso país e disse ter realizado um sonho. Encerrou o festival em grande estilo. Os hits “DNA”, “Big Shot” e “DAMN” estavam na boca do povo, que curtiu como nunca a última atração do evento.

A canção mais ouvida.

Era comum escutar o público cantando uma mesma canção antes dos principais shows do festival. Algo parecido com “Ei, Bolsonaro, vai tomar caju” entoava no autódromo de Interlagos. A insatisfação com o presidente da república também foi manifestada pelos artistas: “Não quero falar esse nome, que pra mim já é um xingamento”, disse Letrux, segurando a placa da rua “Marielle Franco”. Gabriel O Pensador utilizou suas próprias músicas para protestar: “Chamando políticos de mito” e “Tô Feliz (Matei o Presidente) 2”. Artistas internacionais também aproveitaram o momento. Liniker exibiu as frases “Ele não” e “Ele nunca” no telão. E pra finalizar ainda fez um discurso sobre resistência e diversidade.

KSHMR

KSHMR

Twenty One Pilots

Twenty One Pilots

 

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Rafael Oliver
Publicitário de formação, com passagens por grandes agências, também atua por vocação na área da comédia. É redator, roteirista e humorista . Encontrou em San Diego, na Califórnia, seu segundo lar. Está sempre por lá. Vive uma busca incessante por novas experiências. E está longe de parar.

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