Inovação

Primeira atriz a fazer cena de orgasmo foi quem criou tecnologia do wi-fi

por: Redação Hypeness

Empoderamento feminino tem tudo a ver com liberdade sexual e uma prova disso é a trajetória da atriz (e gênia!) Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler. Ela não só fez a primeira cena de orgasmo da história do cinema, como também criou a tecnologia que possibilitou o desenvolvimento do wi-fi.

Ao contrário do que muitos pensavam na época, Hedy não era apenas um rostinho bonito. Aos 19 anos, ela protagonizou o filme tcheco “Êxtase“, de 1933, com direito a nu frontal e uma trama que abordava infidelidade feminina. O filme, no entanto, ficou famoso por outra razão: mostrar pela primeira vez uma mulher tendo orgasmo nas telonas.

Se liga só!

A obra foi condenada pelo papa Pio XI e censurada em inúmeros países. Há relatos até mesmo de que o então marido de Hedy, Friedrich Mandl, teria tentado comprar todas as cópias do filme para destruí-las – o que, para nossa sorte, nunca aconteceu. Friedrich era um milionário do ramo das armas, que a proibia de atuar em alguns filmes e fazia com que ela, que era judia, recebesse em casa nazistas e fascistas com um sorriso no rosto.

A atriz logo se daria conta de que o milionário com quem havia casado era um belo embuste e faria a fila andar, não sem antes fugir para os Estados Unidos. Do relacionamento, ela preservou apenas o conhecimento adquirido no contato com os oficiais nazistas, que permitiu que desenvolvesse, anos mais tarde, uma tecnologia precursora do wi-fi.

Ao lado do compositor musical George Antheil, Hedy desenvolveu um sistema conhecido como “salto de frequência“. A tecnologia consistia em aplicar trocas coordenadas de frequência em estações de radiocomunicação, que impediam que os códigos e mensagens fossem rastreados. Com o intuito de oferecer um diferencial ao país durante a guerra, a dupla apresentou o método aos militares americanos, que subestimaram a ideia por achá-la difícil e cara demais para ser implementada.

Mesmo tendo sido patenteada pela atriz, a tecnologia nunca lhe rendeu um centavo. Seu uso só começou a ser levado a sério décadas depois, quando a patente já havia vencido. Hoje, a invenção é a base para o desenvolvimento de diversos sitemas, como wi-fi, GPS e Bluetooth.

O reconhecimento só chegou quando Hedy tinha mais de 80 anos e vivia com uma aposentadoria do sindicato de artistas. Foi em 1997, quando ela foi agraciada pelo Governo dos Estados Unidos com uma menção honrosa “por abrir novos caminhos nas fronteiras da eletrônica” e  recebeu um prêmio da Electronic Frontier Foundation. Antes tarde do que nunca!

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Fotos: Reprodução


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