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Sirene falha no Morro da Babilônia e causa mortes no Rio

por: Redação Hypeness

O Rio de Janeiro é cercado de morros e precisa de atenção redobrada para prevenir tragédias em temporais como o que atinge a cidade desde segunda-feira (8). Para atenuar os efeitos, a prefeitura resolveu instalar sirenes de alerta aos moradores de áreas de risco.

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A falha de uma sirene no Morro da Babilônia matou duas pessoas. Em entrevista coletiva, Marcelo Crivella justificou dizendo que os dispositivos mantiveram silêncio pois não registraram o nível mínimo para o acionamento. O prefeito do Rio de Janeiro afirma que é preciso chover 45 milímetros em uma hora para a sirene tocar. Choveu 39.

Sirene não toca e duas pessoas morrem no Morro da Babilônia

“Sem dúvida esse incidente na Babilônia vai nos fazer rever essa situação. Lamento profundamente que a Defesa Civil não tenha tido a oportunidade de ir lá, são muitas casas no Rio que são construídas em áreas inapropriadas”, pontuou.

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Embora o prefeito tenha admitido o equívoco, duas pessoas perderam a vida. A filha de uma das vítimas, soterrada na comunidade que fica no Leme, citou o descaso do poder público.

“O que mais me deixa revoltada é de ter acontecido isso, sendo que poderia ter sido evitado”, protestou Ingrid Araújo, filha de Gerlaine do Nascimento, de 53 anos. Além das mortes na Babilônia, Guilherme Fontes, de 30 anos, morreu ao ser arrastado pela correnteza depois de cair da garupa de uma moto na zona sul do Rio.

Marcelo Crivella declarou que os órgãos da prefeitura foram imprudentes com relação aos protocolos de diminuição de impacto dos temporais. O prefeito anunciou revisão no índice mínimo pluviométrico para o acionamento de sirenes em comunidades da cidade.

O Globo: a prefeitura não investiu nada em drenagem urbana neste ano

“Ontem nós nos cobramos muito pela falta de pessoal na Zona Sul do Rio de Janeiro. Estávamos esperando chegar reboque, turma da Comlurb, da Rio Águas. Resolvemos mudar esse protocolo. Nas próximas chuvas em que tivermos previsão de grande precipitação em curto espaço de tempo, sobretudo na costa, no litoral, nós já teremos que ter esses equipamentos previamente nos locais. Já era uma coisa que tínhamos visto anteriormente. Infelizmente não fomos prudentes para fazer agora. Teremos que ter reboques, pessoal da conservação e da Comlurb esperando previamente nesses locais”, prometeu.

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Investimento zero

O jornal O Globo informa que a prefeitura do Rio de Janeiro não investiu um centavo com drenagem urbana e contenção de encostas neste ano. A prefeitura alocou mais de R$ 8 milhões para o pagamento de empreiteiras contratadas para serviços prestados em 2018.

Os dados são do Rio Transparente e tratam da execução orçamentária da prefeitura do Rio de Janeiro. A chuva aumenta, mas os investimentos caem. Em 2018, a municipalidade pegou R$ 31,5 milhões, incluindo faturas dos anos anteriores.

No entanto, apenas em 2018, as despesas são de R$ 24,4 milhões, inclusive com faturas pagas em 2019. Em 2017, primeiro ano da gestão Crivella, a injeção na área de manutenção da drenagem chegou aos R$ 33,5 milhões.

Em coletiva, o prefeito classificou as chuvas como “anormais”. “Nenhum de nós esperava um volume desses”, completou.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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