Debate

Bolsonaro diz que vai vetar bagagem até 23 kg ‘grátis’ em voos nacionais

por: Redação Hypeness

Jair Bolsonaro anunciou em transmissão ao vivo no Facebook que deve vetar emenda que permitiu o direito do passageiro despachar, sem pagar nada, bagagem de até 23 kg em voos domésticos e internacionais.

O presidente citou que o texto da Medida Provisória (MP) 863/2018 foi proposto pelo Partido dos Trabalhadores (PT), mas que não vetaria simplesmente pela autoria petista. O político, no entanto, ressaltou que membros da legenda “gostam de pobre. (Para eles) quanto mais pobre melhor”, disse nesta quinta-feira (30).

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“A minha tendência é vetar. Não é pelo autor ser do PT não, se bem que é um indicativo. Os caras são socialistas, comunistas, são estatizantes. Eles gostam de pobre, quanto mais pobre tiver, melhor”, declarou acompanhado da deputada federal Aline Sleutjes (PR) e da senadora Soraya Thronicke (MS).

Semana passada, Bolsonaro acenou com tendência contrária, “meu coração manda”

Bolsonaro tentou justificar a não diminuição do preço das passagens, motivo de reclamações de inúmeros clientes. Para o presidente, culpa do petróleo.

“Falam que quando lá atrás passou a cobrar, não diminuiu [o preços]. Mas, naquela época, por coincidência, aumentou o preço do petróleo lá fora, o dólar variou também de preço. E, não adianta, no final das contas, você vai pagar a conta. No momento, eu digo para vocês, estou convencido, [mas] posso mudar, a vetar o dispositivo”.

Parece que o presidente mudou de opinião, já que durante café da manhã com jornalistas na semana passada mostrou tendência em endossar a gratuidade.

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“Vou, vou (sancionar). Vou sancionar, fica tranquilo aí. Afinal de contas, com aquela isenção da franquia da bagagem, meu coração manda sancionar, porque quando começou cobrar a bagagem, as passagens não caíram, pô! Não adiantou nada, está certo?”, pontuou.

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, ressaltou que Jair Bolsonaro baseia a decisão em “estudos técnicos”.

A franquia de bagagem não estava na versão inicial da MP, mas foi incluída durante tramitação no Congresso Nacional. Desde então, o presidente sofre pressão de áreas responsáveis pela aviação civil, como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 

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Foto: Isac Nóbrega/PR


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