Debate

Denver é a primeira cidade dos EUA a descriminalizar uso cogumelos alucinógenos

por: Vitor Paiva

Qualquer pessoa minimamente instruída ou honesta sabe que é justamente a criminalização das drogas que provoca as epidemias descontroladas e o surgimento e crescimento do crime organizado na carona da proibição. O Brasil de hoje parece, no entanto, fadado a contrariar o óbvio na direção do próprio abismo – enquanto outros países caminham para um futuro melhor e mais controlado através da descriminalização das drogas. Há poucos dias, a cidade de Denver, no estado do Colorado, se tornou o primeiro local dos EUA a ir além da onda de legalização da maconha e também legalizar os cogumelos alucinógenos.

A eleição municipal teve a participação de 180 mil eleitores, e a aprovação da iniciativa se deu por uma diferença de 2 mil votos – determinando que o cultivo e uso dos cogumelos deixou de ser um crime para se tornar uma infração menor, sem prioridade para a polícia. A lei também determina que maiores de 21 anos não poderão mais ser presos pelo porte do fungo. O estado do Colorado foi um dos primeiros estados dos EUA a legalizarem o uso recreativo da maconha.

Exemplo de cogumelos “mágicos” comercializados

A eleição terá uma recontagem de votos no próximo dia 16 de maio, mas as autoridades responsáveis pelas eleições garantem que não há possibilidade de alterar o resultado. Os defensores da medida afirmam o potencial medicinal e terapêutico para doenças de fundo psíquico, como a depressão. Não há registro de dependência nem overdose pelo uso de droga na literatura médica.

Publicidade

© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Maisa reflete sobre empoderamento e autoestima: “Não dá pra romantizar aceitação”