Arte

Emilia Clarke estudou discursos de Hitler e outros ditadores para ‘Game Of Thrones’

por: Vitor Paiva

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Se a arte e a vida imitam-se mutuamente, nada mais natural para uma atriz que procurar na vida real inspiração para preparar um personagem – mas o que fazer quando sua personagem se torna um ditador? E mais: essa personagem precisará realizar um discurso de vitória seguido de um ato brutal como um dos pontos de encerramento da temporada final de uma das séries mais celebradas e bem-sucedidas de todos os tempo. A resposta veio da própria Emilia Clarke, que afirmou ter estudado uma das mais abomináveis figuras históricas de todos os tempos para se preparar para a cena da vitória do exército de sua personagem, Daenerys Targaryen, sobre Cersei Lannister, cena clássica de “Game Of Thrones”.

“Para dar esses discursos em uma língua inventada, eu assisti a muitos vídeos – agora parece curioso – de ditadores e líderes poderoso falando em línguas diferentes, para ver se eu conseguia entender o que eles diziam sem falar o idioma”, disse a atriz. “E você consegue! Você consegue entender todas as merdas que o Hitler está falando, mesmo sendo um orador falando uma língua estrangeira. Eu então pensei: ‘Se eu conseguir acreditar em cada coisa que eu disser, o público não vai precisar tanto de legenda’”, concluiu. Ao fim do discurso, a personagem Daenerys incendiou Porto Real ao chão, assassinando, na série, milhares de inocentes.

A cena do discurso da personagem

A atriz também frisou que, para além da pressão da própria importância da cena, ter de estuda-la e ainda aprender uma língua que não existe de fato tornou tudo ainda mais difícil. “Qualquer ator lhe dirá que os dias no set são longos e então você vai para casa e faz sua lição de casa, que é aprender suas falas para o dia seguinte. Aprender uma língua falsa além disso quase me matou”, disse. “Eu fiquei acordada até tarde toda noite por uns dois meses. Eu falei [o discurso] ao meu fogão, a minha geladeira, disse isso para toda a Belfast pela minha janela! Bem, a janela estava fechada porque eu não queria que as pessoas pensassem que eu estava realmente louca”, revelou Emilia.

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© fotos: Reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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