Arte

Ilustrador brasileiro cria o cybergreste, mistura de Lampião com Blade Runner

por: Vitor Paiva

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Os dois universos preferidos do ilustrador brasileiro Vitor Wiedergrün não poderiam ser em princípio mais distantes: a cibernética distópica do universo cyberpunk e a cultura brasileira profunda do universo do agreste. Mas o que aconteceria se esses dois universos simplesmente se misturassem? O que nasce do encontro entre os cangaceiros e o futuro tecnológico e trash do cyberpunk? A resposta é o que ele chama de Cyberagreste.

Levando o Brasil profundo para esse futuro distópico, Vitor criou ilustrações de cangaceiros futuristas, como lampiões robóticos, sanfoneiros cibernéticos, androides inspirados em personagens como Lampião e Maria Bonita. E o que parecia água e óleo, pela imaginação e o traço virtuoso do ilustrador se transformaram em um universo original e instigante. “Pretendo levar essa temática para outras regiões do país e quem sabe apresentar melhor esse universo em uma HQ.”, disse Vitor.

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© artes: Vitor Wiedergrün


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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