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Joana D’Arc Félix vai ter que devolver R$ 278 mil por não prestar contas à Fapesp

por: Redação Hypeness

A Folha de São Paulo noticia que Joana D’Arc Félix de Sousa já foi condenada pela Justiça de São Paulo a devolver R$ 278 mil à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

De acordo com o jornal, a pesquisadora que admitiu ter mentido sobre pós-doutorado em Harvard, não prestou contas de auxílios recebidos em uma pesquisa de 2007. Levando em consideração juros e multa, o valor subiu, em 2014, para R$ 369.294,42.

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Joana é cotada para virar filme produzido por Taís Araújo e a Globo Filmes. A pesquisadora, no entanto, não confirmou o futuro do longa. Ao F5, o diretor Alê Braga manifestou surpresa com o caso, mas preferiu cautela.  

Joana se diz vítima de racismo e classifica Harvard como ‘uma falha’

“Ainda é muito prematuro falar. Não tivemos gastos oficiais com o filme, tirando a nossa dedicação pessoal. Com isso, não saímos contratando pesquisadores, não fizemos essa pesquisa mais fina. Se ela é ou não formada em Harvard, estávamos confiando até o momento no Currículo Lattes dela, que é público, assim como nas informações de prêmios que ela ganhou. Mas estamos esperando ouvir a versão dela para a partir daí a gente poder pensar o que acontece de agora em diante”.

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A sentença de Joana é de fevereiro de 2013, da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, proferida pelo juiz Randolfo Ferraz de Campos. O magistrado aponta a ausência de prestação de contas e irregularidades nas contas eventualmente prestadas pela pesquisadora.

A Fapesp diz ainda que é falsa a informação de bolsista que consta no currículo Lattes de Joana Félix. Segundo o órgão, o vínculo dela se encerrou em 2010. Ela não se pronunciou até o momento sobre o caso.

Harvard

À Folha de São Paulo, Joana D’Arc admitiu nunca ter estudado na Universidade de Harvard. Ela classifica a presença da informação no currículo Lattes como “uma falha”.

“A gente se empolga e acaba falando demais. É uma falha, peço desculpas, é uma falha”, encerrou.

Joana disse que foi convidada para Harvard por William Klemperer. Ele morreu 2017

Pairam ainda divergências sobre a idade exata de Joana D’Arc Félix de Sousa. Ela contou que foi aprovada, aos 14 anos, nos vestibulares da USP, Unicamp e Unesp. A pesquisadora, porém, iniciou os estudos em química na Unicamp em 1983, quando teria 19.

Ao Estado de São Paulo, que a entrevistou em 2017 e 2019, ela afirmou ter 55 anos. Porém, à Folha, passou a idade de 48 anos. Nas redes sociais, Joana diz ter nascido em 1980, ou seja, teria 40 anos.

Joana D’Arc Félix é filha de empregada doméstica e de um funcionário de curtume. Ela relata casos de discriminação racial e acusa a reportagem do Estadão, que revelou a informação sobre o doutorado em Harvard, de racismo.

Nas redes sociais, ela escreveu que o fato de negros ocuparem o ambiente acadêmico e desenvolverem pesquisas “incomoda muita gente”.

“Tudo que foi publicado já está sendo analisado por um advogado ligado ao movimento negro brasileiro, porque tenho certeza que ainda estão achando que os negros (as) ainda têm que viver na senzala, ou seja, estão achando que os negros (as) não podem estudar, não podem ser doutores, não podem desenvolver pesquisas de ponta. Tudo isso em pleno século 21”, publicou nas redes sociais.  

Joana leciona atualmente em uma escola técnica do Instituto Paula Souza, no Estado de São Paulo e diz ter orientado mais de 30 alunos.

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Fotos: foto 1: Reprodução/foto 2: Reprodução/Facebook


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