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Jovem é estuprada no Café de La Musique, beach club luxuoso de Florianópolis

por: Redação Hypeness

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Uma blogueira de moda fez um longo relato sobre um caso de estupro em um beach club de Jurerê Internacional, em Florianópolis. Em sua conta no Instagram, Mariana Ferrer diz que o crime ocorreu no Café de La Musique, em dezembro de 2018.

“Não é nada fácil ter que vir aqui relatar isso. Minha virgindade foi roubada de mim junto com meus sonhos. Fui dopada e estuprada por um estranho em um beach club dito seguro e bem conceituado da cidade”, afirma.

Mariana acusa a Polícia Civil de proteger o autor do crime

Na segunda-feira (20), a influenciadora digital publicou uma fotografia com uma calcinha manchada de sangue ao lado de uma solicitação de exame pericial. Ela acusa a Polícia Civil de omissão e de proteger a identidade do autor do crime por se tratar de uma pessoa com poder. Mariana diz não ter lembrança exata do rosto do agressor e que foi abandonada por pessoas próximas e não recebeu auxílio dos seguranças da casa.

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“O agressor não se aproximou de mim quando eu estava lúcida. Eu não tenho lembranças dele. Fui levada para um lugar desconhecido por mim e acredito que também seja para a grande maioria das pessoas que lá frequentam. Nenhuma das pessoas que me acompanhava no dia me socorreu, pelo contrário, me abandonaram”.

Mariana revela que precisou tomar coquetel de remédios contra a incidência de possíveis doenças durante 30 dias. “Tenho pesadelos horríveis que me fazem dormir só depois do dia clarear, sentia dores fortes para urinar, dores no corpo, entre as coxas”.

A investigação pouco avançou e já teve troca de delegado

De acordo com a influenciadora, seguida por mais de 180 mil pessoas, foi a mãe que a recebeu em casa depois do acontecido.

“Consegui chegar em casa graças a Deus. Minha mãe, ao ver meu estado, tirou minhas roupas e se deparou com a pior cena da vida dela, minhas roupas estavam cheias de sangue e odor forte de esperma. O estrago foi grande, físico e emocional. Danos psicológicos que infelizmente só quem também é a vítima pode mensurar”.

Mariana Ferrer criticou as investigações e disse que teve os depoimentos deturpados, laudos manipulados e que o advogado de defesa não tem acesso ao inquérito em andamento.

Segundo ela, a instituição está “empenhada em proteger apenas o criminoso e o local do crime por se tratar de pessoas de ‘poder e dinheiro’. Depois que descobriram quem é o estuprador e qual o local do crime, o tratamento comigo e com minha família mudaram”.

A Polícia Civil revela que já está com as imagens da câmera de segurança

O delegado responsável pelo caso foi afastado. Ele é acusado por Mariana de entrar em sua casa sem mandado judicial. Uma delegada está agora à frente das investigações, no entanto ainda não passou os autos do inquérito para a defesa. A família também não conseguiu contato com a investigadora.

Em nota oficial, o Cafe de La Musique afirma que colabora com as investigações.

“O Cafe de La Musique repudia veementemente toda e qualquer violência, e ressalta ainda que tem colaborado e auxiliado, fornecendo tudo que lhe fora solicitado e que envolvem o suposto fato, tais como: vídeos, fotos e cartão de consumo. Tudo que dispúnhamos foi imediatamente entregue à polícia, assim que se tomou ciência da acusação. A casa está auxiliando nas investigações e preza para que se alcance o esclarecimento dos fatos da melhor forma e o mais cedo possível, tendo total confiança nas autoridades constituídas na apuração completa do caso”.


Por meio de assessoria de imprensa, a Polícia Civil da Grande Florianópolis disse ao Hypeness que “todas as providências necessárias foram tomadas, como a instauração do inquérito policial, oitiva de testemunhas, coleta de provas no suposto local, oitiva da vítima e requisição de exames periciais”.

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A polícia citou ainda segredo de Justiça e que pretende preservar a vítima.

“É um inquérito policial complexo, que demanda investigação detalhada e cujos resultados de laudos periciais devem ser confrontados com as demais provas. Nenhuma conclusão será adiantada antes de findar a apuração. Detalhes do caso, como resultados de laudos e teor de depoimentos não serão divulgados por se tratar de processo sigiloso, em que a preocupação é não expor a vítima”.

A instituição se pronunciou ainda sobre a denúncia de ausência de mandado e a troca do delegado responsável pelo caso.

“O delegado esteve na casa da denunciante para colher seu depoimento inicial, após o registro de BO. A troca do delegado da DPCAMI ocorreu pelo fato dele ter aceitado convite para uma nova função, e todos os inquéritos sob sua responsabilidade – e não apenas o do caso citado – foram repassados à nova delegada”.

Eliane Chaves diretora da Polícia Civil da Grande Florianópolis, está à frente das investigações. Ela declarou ao G1 que “ainda temos 90 dias para concluir, prazo estabelecido pelo Poder Judiciário. O que se pretende é concluir o mais breve possível”.

Confira a íntegra da nota da Polícia Civil:

“A Polícia Civil de Santa Catarina garante que a apuração do caso de denúncia de estupro registrado em boletim de ocorrência no dia 16 de dezembro de 2018 segue os trâmites normais e que está empenhada na sua elucidação o mais rápido possível.

Em coletiva na tarde desta terça-feira, na sede da Delegacia Geral em Florianópolis, a diretora de Polícia da Grande Florianópolis, delegada Eliane Chaves, o titular da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso), delegado Paulo de Deus, e a delegada Caroline Pedreira, presidente do inquérito, falaram a respeito das investigações.

Ficou esclarecido aos jornalistas que tão logo a notícia chegou ao conhecimento da Polícia civil, todas as providências necessárias foram tomadas, como a instauração do inquérito policial, oitiva de testemunhas, coleta de provas no suposto local, oitiva da vítima e requisição de exames periciais.

É um inquérito policial complexo, que demanda investigação detalhada e cujos resultados de laudos periciais devem ser confrontados com as demais provas. Nenhuma conclusão será adiantada antes de findar a apuração.

Detalhes do caso, como resultados de laudos e teor de depoimentos não serão divulgados por se tratar de processo sigiloso, em que a preocupação é não expor a vítima”.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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