Empreendedorismo

Lojas de maconha são multadas no Canadá. Motivo: não foram abertas quando deveriam

02 • 05 • 2019 às 09:57
Atualizada em 02 • 05 • 2019 às 19:06
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Enquanto por aqui o governo parece compromissado a fazer o país andar pra trás em questões essenciais, no Canadá a posição oficial costuma ser oposta – e no mínimo curiosa. Recentemente, 11 lojas foram multadas pelo governo, por não conseguirem cumprir a meta de abrirem os negócios e finalmente começarem a funcionar dentro do prazo estabelecido. Até aí, nada de surpreendente, não fosse bastante específico o produto que essas lojas comercializam: maconha. É a segunda vez que um grupo de lojas é multada pelo governo canadense.

Por mais inusitada, a situação é bastante compreensível: 25 lojas foram selecionadas através de um sorteio para poderem comercializar a planta para uso. Tratou-se, portanto, de uma seleção importante, que direciona um mercado potencialmente imenso, com uma grande demanda. O governo havia estabelecido o prazo do dia 01 de abril para que as lojas entrassem em atividades – mas 11 das 25 não conseguiram cumprir o prazo.

No dia 15 de abril, outro prazo não foi respeitado – e as multas chegaram a 12,5 mil dólares para cada loja que ainda se encontrava fechada na data. As lojas ficam na província de Ontario, e o sistema de multas se dá em escaladas graduais, e as lojas que não estiverem abertas até o fim do mês sofreram novas punições. Atualmente, 13 lojas de maconha já funcionam na região da província.

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