Diversidade

Mãe de criança especial, Isabella Fiorentino cobra inclusão nas escolas

por: Redação Hypeness


Isabella Fiorentino parece determinada em usar a experiência pessoal com a maternidade para quebrar alguns paradigmas. A modelo e apresentadora é mãe dos trigêmeos Bernardo, Nicholas e Lorenzo.

Foi justamente Lorenzo, que nasceu com necessidades especiais, o responsável por, em suas próprias palavras, fazê-la uma mãe melhor. Em conversa com o Universa, Fiorentino explicou, sem romantização excessiva, que a experiência transformou sua visão de mundo.

Isabella critica a falta de inclusão no ensino brasileiro

“Eu gosto de mostrar a alegria de ser uma mãe de uma criança com necessidades especiais porque me sinto abençoada. Se eu pudesse voltar atrás, claro que preferiria que ele estivesse completamente sem problemas, mas eu vejo tudo o que sua vinda trouxe para minha família. Como aprendemos coisas e demos valor a elas. Detalhes tão triviais que passam despercebidos para muitas mães, sabe? Para mim é como uma Copa do Mundo que eu venci. E só quem passa por isso sabe. É difícil convencer as pessoas de que ter um filho assim não é um fardo, principalmente quando pensamos em questões de desigualdade social”, pontua.

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Falando em desigualdade social, Isabella lamenta a existência de preconceito dentro das próprias instituições de ensino brasileiras. A apresentadora de 41 anos sublinha a urgência de um debate amplo sobre inclusão dentro e fora das escolas.

“Eu acho que falta verdade sobre o que é inclusão. Meus três filhos aprendem isso em casa, mas não é algo presente em todas as escolas. Você precisa trazer essas crianças para o convívio pessoal. Claro, não foi fácil eu me expor no início, porque era muito da minha intimidade e vida pessoal. Além disso, eu não sei se meu filho quer que eu exponha isso para todo mundo. Mas esse é um assunto que precisa ser falado, porque tem mãe que esconde o filho dentro de casa e se sente punida por Deus, por lidar com esses obstáculos”, diz ela, que revela ter presenciado mães terem matrículas de filhos especiais recusadas.

Dados divulgados pelo Ministério da Educação em 2018 mostraram aumento da inclusão nas escolas. Porém, falta muito. O Censo Escolar da Educação Básica de 2017 aponta que a presença de pessoas com deficiência em classes regulares passou de 85,5% em 2013 para 90,9% em 2017. Contudo, apenas 40% dos estudantes têm acesso ao sistema de ensino especializado.


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Foto: Reprodução/Instagram


Redação Hypeness
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