Debate

Mulher afirma ter sido espancada por seguranças do Villa Mix, em SP

por: Tarsila Döhler

Taynara Diniz, empresária de 29 anos, relatou no Instagram um caso de agressão que teria ocorrido no Villa Mix, em São Paulo. Segundo a jovem, ela estava na pista de dança da casa noturna quando um homem jogou a bebida do copo que segurava em seu rosto. A mulher, então, revidou fazendo o mesmo. Os seguranças da casa, então, teriam segurado e retirado a empresária da pista. Porém, em vez de encaminhá-la à saída do local, eles teriam levado Taynara para uma sala nos fundos, onde ela afirma ter sido espancada por cinco seguranças.

Levei socos na cabeça, nos olhos, costas, chutes nas pernas, tive o meu vestido rasgado, além da humilhação que passei. Outras 3 testemunhas ouviram os meus gritos de desespero e socorro do lado de fora da casa, e começaram a bater no portão, pedindo que liberassem a pessoa que estava ali sendo espancada”, escreveu.

Segundo ela, neste momento, um segurança abriu o portão e disse que nada estava acontecendo. Só após de serem informados de que a polícia estava a caminho, eles abriram o portão e, de acordo com a postagem, a “jogaram para fora como um animal”.

A jovem contou ainda que quando as agressões começaram, ela disse que ligaria para a polícia e, como resposta, teve seu celular tomado.

View this post on Instagram

Villa Mix São Paulo, vocês são um LIXO. Até quando vão se safar de agressões e praticas de racismo, entre outras histórias que abafaram? Ontem, dia 05 de maio, eu fui ao Villa Mix com uma amiga. Na pista de dança um homem jogou de propósito todo o copo da bebida dele no meu rosto. Por óbvio, a minha reação na hora foi a de também soltar o meu copo, já que na hora fiquei cega pelo álcool da bebida dele nos meus olhos. Ao verem o que estava acontecendo as seguranças da casa me seguraram e me tiraram da pista para evitar uma confusão maior. E então, após uma discussão sobre quem estava certo ou errado, as seguranças, ao invés de me escoltarem até a saída da casa, me levaram para uma sala nos fundos (já conhecida por muitos) onde fui espancada por 5 seguranças, a mais pura covardia e crueldade. Levei socos na cabeça, nos olhos, costas, chutes nas pernas, tive o meu vestido rasgado, além da humilhação que passei. Outras 3 testemunhas ouviram os meus gritos de desespero e socorro do lado de fora da casa, e começaram a bater no portão, pedindo que liberassem a pessoa que estava ali sendo espancada. Nisso um segurança (o mesmo que estava me segurando) abriu o portão e falou “está tudo bem, não está acontecendo nada” … após muita insistência e após dizerem que a polícia estava a caminho, abriram o portão e me jogaram para fora como um animal. Assim que começaram as agressões (dentro da tal sala), eu comecei a ameaçar chamar a polícia, nesse momento roubaram o meu celular me deixando lá presa sem qualquer comunicação. Só pararam de me bater quando eu parei de me debater e fingi um desmaio. Assim, levante e corri, atravessei a primeira porta e fui segurada por outro segurança na porta que dava acesso para a rua. Onde gritava mais alto por socorro. Engraçado que, após a chegada da polícia, meu pai tentou localizar meu celular pelo “find my iPhone” e menos de 5 minutos depois o celular foi entregue por um faxineiro da casa ao policial falando que meu celular foi “encontrado” no lixo (suspeito ou não?). ESSE NÃO É O PRIMEIRO RELATO E NÃO SERÁ O ÚLTIMO. O gerente da casa inventou muitas histórias, tudo para se safarem . Acredito que esse texto não dê em

A post shared by Taynara Diniz (@taynaramdiniz) on

Só pararam de me bater quando eu parei de me debater e fingi um desmaio. Assim, levantei e corri, atravessei a primeira porta e fui segurada por outro segurança na porta que dava acesso para a rua. Onde gritava mais alto por socorro.”

De acordo com a publicação, o pai da jovem tentou localizar o celular pelo “find my iPhone” e “menos de 5 minutos depois o celular foi entregue por um faxineiro da casa”, que disse ter encontrado o objeto no lixo.

O Hypeness entrou em contato com o Villa Mix, que afirmou que divulgaria uma nota para a imprensa, o que não foi feito até o momento da publicação desta matéria.

Em 2015, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou inquérito para apurar denúncias de discriminação racial e social na casa de shows, feitas por pessoas que trabalhavam no local.

Dois anos depois, em 2017, a empresa foi condenada pela Justiça a indenizar uma ex-funcionária que, em seu cargo, tinha que restringir a entrada de negros no local. No mesmo ano, houve relato de que uma mulher foi discriminada por “fugir dos padrões da casa”.

À Marie Claire, Taynara disse que foi encaminhada a um hospital, onde foi medicada no hospital, fez tomografia e radiografia e depois seguiu para o 27º DP, no Ibirapuera, para registrar o caso. O b.o. será transferido para a 96ª DP, na Berrini. A empresária contou, há um tempo costumava frequentar a casa e era a segunda vez que ia ao local este ano: “Já escutei algumas histórias de violência que aconteceram lá e recebi mensagens sobre vários outros casos, mas nada havia acontecido com amigos ou comigo até então“, relatou.

Publicidade


Tarsila Döhler
Jornalista, pisciana, apaixonada por brechó, cerveja gelada e livros. Natural do interior, com sonho na cidade grande. Divide a vida entre textos, diagramação, bordados e os 360 dias de espera pelo carnaval.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Brian May conta que sofreu infarto após machucar o glúteo em casa: ‘Quase morri’