Inovação

NFL estuda ‘receitar’ maconha para atletas e substituir remédios para dores

por: Vitor Paiva

A onda de legalização do uso medicinal da maconha em diversos estados dos EUA vem revelando potencial de cura da planta em áreas diversas de tratamento e aplicação. Trata-se de uma possível revolução médica em tantas frentes que até mesmo a NFL, liga nacional de futebol americano, passou a discutir a possibilidade de rever suas estritas regras de uso de medicamentos para também se abrir para a cannabis em um futuro próximo.

Atualmente a NFL proíbe o uso medicinal da planta em qualquer esfera para seus atletas, mas a possível revisão de tal restrição nasceu de uma colaboração entre a liga e a Associação Nacional de Jogadores de Futebol do país. Em parceria foi criado um comitê para explorar o potencial curativo e analgésico de tratamentos alternativos – que incluem a maconha. A ideia é que a planta possa ser utilizada como um medicamento menos invasivo, mais natural e com menores efeitos colaterais para a dor em jogadores contundidos.

Segundo o médico-chefe da NFL, Allen Sills, o anunciou fez desse um “dia verdadeiramente histórico e de orgulho para a liga e a associação ao criarem uma parceria como essa. O fim da proibição, se aprovada, pode se dar efetivamente cedo – a ideia é que a maconha medicinal possa ser utilizada pelos jogadores a partir do início da temporada 2021. Esse poderá, quem sabe, se tornar um precedente para outros esportes, a fim de melhorar objetivamente a saúde dos atletas como um todo.

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Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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