Sustentabilidade

Para se formar, estudantes das Filipinas agora precisam plantar 10 árvores

Vitor Paiva - 30/05/2019 | Atualizada em - 31/05/2019

Se a missão da escola e mesmo da faculdade deve ser formar o aluno não só para o mercado de trabalho mas também para a vida, a nova lei homologada recentemente nas Filipinas deveria servir de exemplo para todo o mundo: por lá, para um jovem se formar, além das boas notas ele precisa plantar pelo menos 10 árvores. A nova lei oficializa uma velha tradição filipina, na qual os graduandos plantam árvores como parte da cerimônia de formatura – além de objetivamente combater o aquecimento global.

Estudante filipino planta árvore no país

O projeto da nova lei afirma que, para além de oficializar essa tradição, o impacto ambiental positivo pode ser imenso: se a lei for aplicada corretamente, poderá gerar mais de 500 bilhões de novas árvores em uma geração. Tal número parece inflado, mas o autor da lei, Gary Alejano, fez as contas: “Com mais de 12 milhões de alunos se formando no primeiro grau, aproximadamente 5 milhões no segundo grau e quase 500 mil em faculdades anualmente, essa iniciativa, se implementada corretamente, irá garantir pelo menos 175 milhões de novas árvores plantadas todo ano”, afirmou o parlamentar.

Floresta queimada nas Filipinas

Segundo Alejano, mesmo a mais pessimista das projeções será ainda uma verdadeira revolução ambiental: “Mesmo com uma média de sobrevivência de somente 10% das árvores plantadas, isso irá significar novas 525 milhões de árvores disponíveis para a juventude desfrutar, quando eles assumirem a liderança no futuro”, disse o autor da lei. As árvores serão selecionadas de acordo com cada local, e deverão ser plantadas em florestas já existentes, áreas protegidas, espaços militares, pontos abandonados de mineração e locais urbanos – com o propósito de conscientizar ambientalmente as gerações por vir e ainda ajudar a salvar o planeta em que esses jovens viverão.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutor em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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