Ciência

Pesquisa confirma: Estamos mais nervosos e tristes do que nunca

02 • 05 • 2019 às 18:19
Atualizada em 03 • 05 • 2019 às 10:20
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Apesar da evoluções, transformações, revoluções e avanços em diversas áreas que procuram melhorar nossas vidas – e de estimativas econômicas e tecnológicas que sugerem que, apesar de tudo, na média o mundo nunca esteve melhor do que agora – a verdade é que a humanidade não está feliz. Pelo contrário: nunca estivemos tão tristes, aborrecidos e preocupados. Essa é, ao menos, a conclusão de uma extensa pesquisa que procurou medir a temperatura emocional dos habitantes do nosso planeta.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Gallup, envolveu mais de 150 mil entrevistas com adultos oriundos de mais de 140 países. As questões eram simples: como foi seu dia de ontem? Você sorri bastante? Gargalha habitualmente? Tem se sentido entristecido ou raivoso? O resultado mostra que o número de pessoas que se disseram aborrecidos ou mesmo furiosos aumentou em dois por cento em relação ao ano passado, enquanto os dados de preocupação e tristeza aumentaram em um por cento.

Trata-se do pior resultado dessas emoções já registrado em todos os tempos, desde que essa pesquisa começou a ser conduzida. Esses dados podem apontar para problemas maiores de saúde, como a ligação entre sentimentos como a raiva e o perigo de problemas cardíacos. Da mesma forma, preocupações crônicas e tristeza podem ser sintomas de depressão, que também aumentam o risco de males no coração. Uma população mais aborrecida ou triste pode, portanto, é sintoma de uma população menos saudável de modo geral.

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© fotos: divulgação


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